terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Alálá ô Ôôô ôÔÔ
E lá se foi o carnaval...Cheguei em casa hoje por volta das 19hs. Amanhã o trampo começa cedo, e, depois do carnaval, geralmente é loucura!
A viagem foi boa. Nem ótima, nem ruim, boa. Deu sol todos os dias, consegui recuperar uma cor...A casa não era nenhuma maravilha, tinha vazamento, goteira, cama quebrada, mas, pelo menos, era perto da praia. Demoramos mais de quatro horas para chegar, sendo que o percurso, normalmente, pode ser feito em 1 hora...
Às vezes eu não entendo porque eu gosto de ir para a praia: trânsito horrível...Você fica horas rezando pra pegar um sol e quando chega na bendita praia "implora" por um guarda-sol. Desta vez, alugamos umas tendas enormes, que custaram a ninharia de R$ 20,00/dia. Mas valeu cada metro de sombra garantida. Depois tem a areia que pinica, suja e incomoda. O mar..Você sonha com o mar... Mas quando a água fria bate no umbigo, eu fico com frescura pra entrar de cabeça. É um prazer meio masoquista, né?
Mas eu aproveitei. Tomei um pouco de sol, nadei na piscina, lí, joguei frescobol (ou catei bolinha?); enfim, descansei a cuca.
É claro que houve aventura também. Por pouco este blog fica órfão. No domingo, o mar estava muito agitado, mas mesmo assim, eu e o Marcelo entramos. A maré estava puxando e em menos de cinco minutos, a água subiu do umbigo pro pescoço. As ondas aumentaram e eu não conseguia colocar o pé no chão. Comecei a engolir água. Desespero total. Achei que ia morrer. O Marcelo gritou por socorro, e um surfista veio me resgatar...Que susto...Chorei muito...
Ah, a Nala também teve seus piripaques. Vomitou na viagem de ida e de volta. Tadinha..Batizou o carro, a minha sogra, a sobrinha do Marcelo...Graças ao Pai, ela não vomitou em mim...hehehe
De resto, tudo foi normal. Até que foi bastante "emoção" para um feriado prolongado, não?!
Agora, a vida normal continua...Qual será o próximo feriadão, hein?
Bjs e até mais.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Pérolas

Pérolas
Pra quebrar o clima de bode e porque hoje é véspera de carnaval e eu vou viajar amanhã, e, melhor ainda, a previsão do tempo diz que vai ter sol, vou postar umas pérolas que foram ditas e ou escritas na minha empresa. Temos uma lista que circula sempre que novas besteiras são soltas. Selecionei algumas:
- Mentalizei na cabeça (aonde mais se pode mentalizar algo??)
- Tongo fica lá na África do Sul, que fica na Europa (nova geografia comentada!)
- Tu me liga ou eu te contorno ?
- Se não for não é
- Não, ele é mudo, mas fala enrolado.
- Pq isso tão grande ? É para surdo ver ? (ezequiel falando sozinho no telefone - ou cantando ?!)
- a Márcia re-enviou um email para o Daniel, escrevendo no começo: psi (p/sua informação) - Daniel retrucou: psiu pra vc tb !
- O bolo está coberto com aquele PAPEL LUMINOSO (querendo dizer papel LAMINADO) -
- A Helena hoje está um "PAVIMENTO" (querendo dizer "monumento")
- Ela está acesa mas está apagada - Tânia explicando para vanilson o defeito da máquina de xerox
- Camila comentando com Renata na cozinha: este detergente tem efeito DESENGORDURADOURO.
- Rogério para Beatrice: a transporto cobra as faturas em português (querendo dizer em reais)
- Tudo bem, pode deixar que eu vou correr com o meu negócio atrás de ti... (Ezequiel para o cliente ao tel. Querendo dizer que já ía resolver o problema)
- Quem é que não gosta de ter a casa LIMPADINHA ?
- Giane: Tenho um amigo que é estéril. Ezequiel responde: mas deve ser bom NÃO EJACULAR, porque... (ele ía continuar, Helena não deiiiiiiixou...)
- Pode me "INCLUIR FORA" da distribuição.
- Tania falando para ivone: Olha o que eu fiz na minha UNHA DO DEDO !!
- Vinicius falando: Aquela mina ali é a prima da minha irmã...
- Pede para ele passar para mim um EMAIL POR ESCRITO.
- Milton falando: só não faltou energia na MSC porque eles têm REATOR (querendo dizer GERADOR)
- Ana Lucia falando para Tania: eu adoro fazer PE-DE CHINELO (querendo dizer POLICHINELO)
- Tania falando para Ana Lucia: eu gosto de fazer APERFEIÇOAMENTO (querendo dizer ALONGAMENTO)
- Esse travesseiro é de PELO DE GANSO ??
- Ezequiel no email para Atlantis: o que foi prometido tem que ser COMPRIDO...
- Nalva: estou estudando hebraico / Paulo: Vai lá no "Lar das moça cegas", pelo menos números da pra ler, elevadores tem do ladinho... (não é braile ! É hebraico !)
- Teu remédio tem BÚSSOLA ? (não seria bula ??)
- Será que a nave espacial discovery já ATRACOU ? (isso que dá trabalhar com navegação...)
- Favor deletar os INADIMPLENTES que NÃO PAGAM.
- Israel perguntou para Denise: filho de peixe é..... A Denise respondeu: GIRINO
Obs: Ai gente, depois eu descobri que filhote de peixe é alevino..hahahaha
- Vinicius escrevendo no aim para o Vanilson: vou passar uma POLMADA....
- Preciso fazer uma PINÇA na minha calça.
- Deise falando: amanhã é "sábado de aleluia" (O carnaval ainda nem chegou...!)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Meu Deus, que dia!

Gente, a minha vida fez mais uma curva inesperada..Lembra que eu escrevi que ainda não tinha data pra minha entrevista? Pois é, minutos depois do post, recebi um e-mail dizendo que a minha entrevista seria hoje!!! Claro, entrei em pânico, minha SII deu o ar da graça, tive até que tomar um "imosec" pra segurar a onda...
Enfim, às 17:30hs de hoje, estava eu na frente de dois entrevistadores. Foi uma conversa bem informal, até mesmo superficial...Depois haverá uma nova entrevista com o diretor do setor responsável..Saí da entrevista sem nenhuma sensação: nem de vitória, nem de fracasso. Está tudo em aberto, tudo muito indefinido...Vamos esperar mais um pouco...Mas pelo menos vou viajar sem o fantasma da entrevista pesando nas minhas costas.
Ah, e o oráculo dos deuses... Vê só a coicidência: Vou ter a resposta definitiva em meados de março...
No passado eu:
Saí do meu primeiro emprego em 17/03 após três anos de casa...
Saí do meu segundo emprego em 20/03 após três anos de casa...
Vou completar três anos na empresa atual em março deste ano, justamente quando terei a resposta do nova empresa...Será que significa alguma coisa? Será um sinal?
Não consegui ficar 100% feliz. Somente nove entre 40 e poucas pessoas foram chamadas. Eu esperava que algumas pessoas que eu gosto muito também fossem chamadas, o que não aconteceu. E fiquei espantada com a reação de algumas pessoas: tapinhas nas costas, porém o olhar de inveja...triste....Fora as piadinhas...Faz parte do jogo. Mas por outro lado, descobri, ou melhor, confirmei quem são meus amigos de verdade. Os que ficaram felizes por mim, mesmo que estivessem triste por eles...
É isso então...Qual será a surpresa de amanhã?? Até fui me desculpar com Deus por ter sido tão mal-educada e reclamona...Os planos Dele são perfeitos, os nossos são castelos de areia...
Olha como ela tá grande e fofa! E já é moça!!! Posted by Picasa

E o turbilhão continua...

E o turbilhão continua....
É, ainda não estou 100% tranquila...Mas uma coisa deu certo: o Carnaval. Vamos pra Juquehy, o Marcelo não vai trabalhar na segunda e a Nala vai poder ficar "intacta". Explico: íamos ficar numa casa junto com minha cunhada, só que ela tem um cachorro macho que também ia. E a Nala está no cio. E eles não poderiam ficar juntos em nenhuma hipótese. Imagina o trabalho: passar o carnaval separando um macho tarado de uma donzela no cio?? Depois de muita confusão, ela, a cunhada, vai ficar em outra casa com o Greco, o macho, e eu e o Marcelo, em outra, com a nossa virgem em perigo. Vou poder descansar, pegar uma praia, enfim, me preparar pro turbilhão que vem aí...
No trabalho: Hoje começam as entrevistas do pessoal em São Paulo. A nossa não tem data marcada, mas como sou perua que morre de véspera, já estou morrendo de medo. Detesto fazer entrevista, detesto ser avaliada, fico tão nervosa que não consigo demonstrar nem 1% do que sou realmente. Chego a passar mal.
Enfim, aqui vou eu, rumo ao desconhecido, aguardando as cenas dos próximos capítulos. Espero que esta novela tenha um final feliz.
P.S: sorry pelo post de ontem. Estava mais do que estressada!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Chatice, nóia e stress em último grau

Fiquei um tempão procurando um texto pronto pra postar hoje. Sem trabalho. Olhei, olhei, mas não achei nada que combinasse com o meu humor hoje. E olha que existem muitos blogs legais, cada dia me surpreendo com um deles.
Mas hoje eu não tô legal. Detesto escrever posts meio maníaco-depressivos, mas é difícil fazer palhaçada ou enfeitar o bode quando me sinto assim.
Hoje eu tô triste, mas triste não é bem a palavra. Eu tô estranha...A vida prega peças e, de vez em quando, eu quero parar o mundo e descer. Voltar pra barriga da minha mãe. Virar cachorro de madame.
Tava tudo tão bom e tranquilo...
De repente, a gente faz a curva e nossos planos vão pra casa do caralho...Um emprego que você até gostava e não reclamava do salário?? Já era! Marido feliz com o próprio emprego? Também não existe mais...Viagem pra praia no Carnaval? miou...Filhos ano que vem? Não sei mais se será possível...Por que que uma merda nunca vem sozinha?
Não sei porque insisto em fazer planos, já que a vida vive me passando a perna...

Mas tô aqui, firme e forte, quem me olha não imagina nem 1% do que se passa nessa cabecita...
Sei que não são motivos irreversíveis, não tô doente, não tô passando fome, mas detesto essas cachoalhadas que a gente toma da vida. Sei que tudo vem pro nosso bem, pro nosso crescimento, blábláblá...Mas hoje eu não quero ser razoável, quero chutar a porta, mandar alguém tomar no rabo, ou qualquer outra atitude bem mal-criada.

Pensei mil vezes em não publicar este post - "vai estragar todo o meu perfil de boa-moça", mas, convenhamos, pra que que eu tenho a porra deste blog, senão para escrever o que der na minha veneta?

Respira...solta...respira...solta...respira...solta
Pronto, desabafei.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006


Uma imagem vale mais que mil palavras...

Diz o ditado que uma imagem vale mais do que mil palavras...Como sou boazinha, vou postar três definições também:

angústia
do Lat. angustia
s. f.,
estreiteza;
aperto;
limitação de espaço;
opressão;
aflição;
desgosto;
tribulação;
agonia.


desesperar
v. tr.,
fazer perder a esperança a;
causar desespero a;
irritar, enfurecer;
v. int.,
perder a esperança;
v. refl.,
alucinar-se de raiva;
encolerizar-se.


ansiedade
do Lat. anxietate
s. f.,
dificuldade de respiração;
opressão;
angústia;
inquietação de espírito;
desejo veemente;
impaciência.


É exatamente assim que me sinto hoje...Um auto retrato não seria tão perfeito...



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

O Temor Combate-se com a Esperança

Não haverá razão para viver, nem termo para as nossas misérias, se for temer tudo quanto seja temível. Neste ponto, põe em ação a tua prudência; mercê da animosidade de espírito, repele inclusive o temor que te acomete de cara descoberta. Pelo menos, combate uma fraqueza com outra: tempera o receio com a esperança. Por certo que possa ser qualquer um dos riscos que tememos, é ainda mais certo que os nossos temores se apaziguam, quando as nossas esperanças nos enganam.
Estabelece equilíbrio, pois, entre a esperança e o temor; sempre que houver completa incerteza, inclina a balança em teu favor: crê no que te agrada. Mesmo que o temor reuna maior número de sufrágios, inclina-a sempre para o lado da esperança; deixa de afligir o coração, e figura-te, sem cessar, que a maior parte dos mortais, sem ser afetada, sem se ver seriamente ameaçada por mal algum, vive em permanente e confusa agitação. É que nenhum conserva o governo de si mesmo: deixa-se levar pelos impulsos, e não mantém o seu temor dentro de limites razoáveis. Nenhum diz: - Autoridade vã, espírito vão: ou inventou, ou lhe contaram. Flutuamos ao mínimo sopro. De circunstâncias duvidosas, fazemos certezas que nos aterrorizam. Como a justa medida não é do nosso feitio, instantaneamente uma inquietude se converte em medo.
Séneca, in 'Dos Reveses'

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Feliz aniversário, papai



Feliz Aniversário, papai!

Pai,
Espero que o senhor esteja bem, seja onde você estiver...
Espero que você esteja orgulhoso do que eu fiz com a minha vida...
Espero que você nos espere de braços abertos, para o encontro das almas quando nada mais existir...
Pai, lembro de quando o senhor me carregava nos ombros e passávamos embaixo da plantação de hortelã...Este é o cheiro da minha infância...
Lembro das broncas, das zangas, mas isto não interessa agora...
Obrigada por me ter feito, por eu ser a "raspa do tacho", ou a "coisa tão bonitinha do pai"
Desculpe por não ter dito isso há tempo...


Humberto Ferreira Monteiro 17/02/1938 - 09/09/2003

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Estou à venda!


Estou à venda!
Hoje foi dia de enviar curriculums para a nova empresa...Se vender é a palavra certa, fazemos como nos anúncios de publicidade: ressaltamos todas as qualidades do "produto" e esquecemos de mencionar as falhas...
É muito engraçado ressaltar determinadas aptidões como: "dinamismo", "espírito de equipe", "flexibilidade", "iniciativa", "bom relacionamento interpessoal", "atenta a detalhes"...
Um curriculum sincero, seria assim:
Dinamismo, porém de vez em quando não tenho vontade de fazer nada, só visitar o orkut.
Espírito de equipe: às vezes tenho vontade de mandar a equipe tomar... suquinho!
Bom relacionamento interpessoal: tenho vontade de matar aquela colega metida e fofoqueira, que atrapalha o desempenho de todos
Iniciativa: gosto de ser a primeira a ir embora no horário...
Flexibilidade: sou tão flexível que sou capaz de dar uma cambalhota no escritório para receber um aumento de salário!
Atenta a detalhes: fulana se veste tão mal, o outro tá saindo com a ciclana, vc viu como o cabelo dela é estranho?
hehehe...Quanta bobagem...
É só pra relaxar, o stress está atingindo níveis estratosféricos neste escritório.
Por hoje é só.
Até mais!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Hoje eu não quero

Hoje eu não quero nada da vida. Não quero escrever, nem trabalhar, nem pensar...
Quero somente um colo, um ombro amigo pra me aconchegar...
Hoje eu não quero assistir tv, não quero ler, não quero sol
Quero um canto escuro pra me esconder; talvez embaixo do meu lençol
Hoje eu não quero rir, nem chorar, nem de dor nem de alegria
Quero somente ficar na minha, curtindo a melancolia
Hoje eu não quero ser bonita, nem feia, nem burra, nem inteligente...
Hoje eu não quero ser eu, hoje eu não quero ser gente.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Coisas que detesto ter que comprar...

Tem coisas que são tão constrangedoras de fazer em público. É desagradável deixar explícito certos detalhes da sua vida, para um balconista qualquer...E tem muita gente na fila da farmácia ou do mercado,que tem mania de ficar olhando pra "cesta" ou "carrinho" dos outros...Credo! A pior situação que aconteceu comigo, foi quando precisei comprar uns "óvulos", um remédio pra ser colocado... bem, vocês podem imaginar onde. Entrei na farmácia rezando: "me atenda uma mulher, me atenda uma mulher...". Me atendeu um rapaz. Novo. Entreguei a receita pra ele e fiquei olhando pro teto. Ele voltou, com uma caixa enorme na mão, escrito "vaginax" ou qualquer coisa do gênero. Já fiquei meio vermelha. Pra piorar, ele começa a me explicar em voz alta como utilizar o tal medicamento...Eu quase morri, caceta, se já tava escrito na receita médica, por que ele precisava falar de novo? Por que não anunciou no microfone da farmácia?? Achou que eu era analfabeta? Que ódio, acho que ele fez de propósito. Sumi da farmácia em poucos segundos...E nunca mais voltei lá...
Pode fazer uma pesquisa; se todas forem honestas, nenhuma mulher gosta de ser flagrada comprando:

- absorventes...é como se o balconista olhasse pra mim e disesse: ih, ela tá no período das cheias, tá vazando...
- papel higiênico: quanto maior o pacote e quantidade de rolos, pior a impressão
- cotonetes: é admitir ao mundo que sou uma produtora feroz de cera de ouvido
- lenço de papel: "AAAAAAATCHIMMMMMMMMM"
- camisinha: nunca comprei uma camisinha na minha vida, mas enfim, é quase escrever na testa: eu vou dar esta noite!
(meninas, se não houver camisinha e você também não suporta comprá-las, tome um banho gelado e fuja o mais rápido possível)
- Talco para tirar chulé: como uma lady como eu tem chulé? tá louco?
- Tampax: é lamentável, principalmente se o balconista brinca: "- Incomodada ficava a sua vó! (mas isso não é propagando de ob??)
- Remédio pra diárreia..."- Coitada, tá se desfazendo..."
- Remédio pra soltar intestino: " - Coitada, tá presa!"
- Luftal...nem precisa de comentários, né?
- Supositório...graças a Deus que não uso supositórios desde que eu era criança...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Tenho que ir ao ginecologista. Odeio. Só de pensar, me dá dor de barriga. Ainda mais com a SII na minha vida. Tenho exames prontos desde outubro que ainda não levei. Vou tomar bronca do doutor e, provavelmente, ele vai me mandar fazer tudo de novo...Saco...E daí? O que nós, pobres leitores, temos com isso? Explico. Aqui estava eu, "trabalhando", procurando algo para distrair minha mente ociosa...Eis que me deparo com um texto com o título acima. É hilário! E real...Mulheres de todo o mundo vão se identificar com a descrição do sacrifício de ter as entranhas examinadas...Vamos ao texto:
Papanicolau, o mau
De Ailin Aleixo

Homens pensam que abrir as pernas é a maior moleza: só deitar ali, arrancar a calcinha e correr pro abraço. Na maioria das vezes é até verdade, mas um dia no ano, durante muitos anos, esse ato tão banal e (se a moça tiver sorte) corriqueiro vira um martírio abissal: o dia do Papanicolau.
Menos uma data santa e muito mais um mergulho ao inferno do desconforto, o dia do Papa Nicolau começa com aquele famoso "Pode despir-se e colocar esse avental com a abertura voltada pra trás". Pelada, descalça sobre o chão frio e com um ventinho batendo na bunda, vamos (nós, mulheres) nos encaminhando para a sala de exame. Ao abrir a porta, temos a visão do hall do Hades: uma maca coberta por lençol de papel, dois apoios para os pés, um computador esquisitão e um médico com aquele sorriso polido que diz, na verdade, "Não precisa ficar sem graça só porque jamais te vi na vida e agora vou cutucar até a sua amígdala".
Enfim, deitamos. Deslizamos a bunda até a beira da maca, abrindo até a alma para a exploração eminente, encaixamos os calcanhares nos apoiadores. "Agora, relaxe". Respiramos fundo e então ele adentra o âmago do nosso ser. Gelado, mais duro do que estamos acostumadas, fino, metálico (ou pior, de plástico; sorry pelo aparte). Um troço bizarro chamado espéculo. Ele percorre o caminho que você, homem, faz coisas absurdas e inconfessáveis para percorrer, e enfim chega ao ponto final: ali pertinho do colo do útero, onde alguns homens adoram brincar de bate-estaca nos provocando sensações tão agradáveis quanto uma perfuração de tímpano. E então, expiramos aliviadas. Por pouco tempo.
Algo dentro de nós se expande e alarga. Quer dizer, mais ou menos dentro. Dentro e fora, pra ser exata. O bico de pato estilizado afasta nossas cara-metades inferiores até que a zona do agrião fique completamente, absolutamente, inteiramente aberta e livre para o ataque final: o dedo. E nessa hora, que horror, uma tremenda vulnerabilidade nos assola. Além de escancaradas, temos um pedaço de mão cutucando cada canto e cavidade, procurando caroços, carnes estranhas e toda sorte de possíveis doenças. Mas não é nelas que pensamos enquanto nossa bexiga é pressionada e os ovários são coçados. Pensamos é no quanto aquela situação lastimável vai durar. E então, num transe anual, enxergamos o mundo através dos olhos de Einstein: o tempo é mesmo relativo (o exame nunca dura mais que 5 minutos mas parece que daria para assistirmos Spartacus e a Trilogia do Senhor dos Anéis na sequência).
Você já acha suficiente? Ah, quanta inocência! A retirada do dedo não é o fim, é o anúncio da hora da entrada de um tipo de palito de sorvete que escarafuncha e raspa nossas umidecências para retirar o "material" que será analisado e dirá se nossa querida xana está 100% em ordem e habilitada para uso contínuo. Só daí somos despirulitadas (retiram do meio de nós o que estava nos espetando) e fechamos tudo o que estava aberto.
E pensar que a homarada faz o maior estardalhaço e arma um baita dramalhão mexicano só por causa de uma mera dedadinha no tras
eiro. Mas como são mocinhas, não?

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Retrato de Domingo

Retrato de domingo
Dia nublado.Brisa fresca...Zumbido suave do ventilador de teto...
Nala tirando uma soneca na beirada da cama...Marcelo compenetrado no computador, lendo as notícias...Eu, deitada, escutando os meus cd's preferidos, observando a paz no meu lar...
É preciso tão pouco, meu Deus, pra ser feliz...
Ou esse pouco é tudo que a gente precisa na vida, e não enxerga?

Intimidade

A intimidade é a melhor parte do casamento. Eu a-do-ro a intimidade. A sensação de que você está em seu porto seguro, seu lugar, sem máscaras. Após um ano e dois meses juntos, mais o conhecimento acumulado em dois anos de namoro, posso perceber quem ele é e como ele é. Suas reações, seus estados de espírito. E ele também pode. Apesar disso, às vezes, nos surpreendemos um com o outro. E aí é melhor ainda.
Na intimidade de nosso lar, ele sabe como eu sou, de verdade. Qual é a minha cara quando acordo, como o meu cabelo se comporta nos dias de revolta, o quão profunda minhas olheiras são de manhã. Sem falar no meu mau humor em levantar. E eu sei que não sou uma criaturinha muito fácil. Ele sabe tudo isso e mesmo assim, ainda me ama. Espantoso, não?
Quanto tempo e dinheiro, nós, mulheres, perdemos para quando saírmos para o mundo, termos de parecer, no mínimo, perfeitas? Para que eles nos olhem, para que nos desejem e admirem? E na maioria das vezes para homens que nem se importam conosco...Toda mulher já passou por isso ou passará um dia...
Não que a vaidade tenha acabado, não, muito pelo contrário. Continuo usando os mesmos artifícios da solteirice: cremes, tintas, remédios para emagrecer, super ups, chapinhas...Tudo para parecer sempre mais bonita.
Mas o que conforta, e o que me faz sentir segura e mais feliz ainda é de que não preciso de nada disso para que ele me ame. Ele me ama pelo que sou, sem roupa, invisible bra ou chapinha. Ele me amou enquanto eu estava com febre, cólica menstrual e dor de barriga.Ele me ama pelo que eu sou por dentro. O que há de bom e ruim em mim. O que há de belo e feio... E isso é o céu na terra. E isso, só a intimidade pode proporcionar; o se abrir para o outro sem escudos, sem defesas. É difícil deixar cair as máscaras, se mostrar por inteiro. Mas o prazer que proporciona, também é incrível. Eu recomendo...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

P.S.

P.S.
Publiquei neste blog alguns posts deste ano que foram originalmente publicados no blig. Os textos mais amados estão aqui.

Este ano será diferente....

O Marcelo começou a trabalhar em São Paulo...Hoje ele saiu de casa cedinho, fiquei uma hora a mais na cama sem ele...Foi estranho...Mais estranho ainda, foi tomar café da manhã sozinha..Era sempre tão bom os nossos cafés; sempre conversamos muito antes de ir pro trabalho. Vou sentir falta desta hora do dia...

O meu trabalho continua um saco. Eu (e todo o mundo, diga-se de passagem) estou desmotivada, sem energia...Também é difícil estar motivada diante de uma situação como a nossa...
De qualquer forma, tudo vai mudar. Isto é fato. Até julho seremos demitidos, e depois, sabe Deus...É muito estranho não saber... É muito estranho continuar trabalhando numa empresa sem ter perspectiva de futuro. É como se você soubesse da sua própria morte uns meses antes...Pode parecer exagero, mas é assim que me sinto. Quando você é demitida de uma hora para outra, você se choca, mas segue em frente...Mas ficar sabendo que você não será mais necessária daqui a determinados meses, dá uma angústia, uma sensação ruim...Me sinto paralisada...
Estranho...
Estou tentando me motivar, estou tentando me concentrar, mas está difícil....
Sei que preciso buscar uma força interior, e me comportar como uma profissional... mas Meus Deus, como está sendo difícil...Pra variar, minha vida vem sempre com grandes mudanças repentinas..Vamos aguardar o que este ano nos reserva...


Novidades:
A Nala entrou no cio...Tadinha, tão pequenina! Eu que queria tanto castrá-la antes do primeiro cio, mas a natureza dela foi mais rápida..Judieira!!

Por hoje é isso, enfim é sexta-feira!
Pra se divertir, tente decifrar o texto abaixo. Eu consegui!

3M UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4..4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0... M45 N4O, 3l45 C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0.C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.0 R3570 3 F3170 4R314

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

As escolhas de nossa vida

por Ana Paula Padrão

"A vida real não é feita de conquistas efêmeras, mas de relações que estarão lá para sempre. Marido, amigos, família, são eles que vão ficar do seu lado quando a empresa onde você trabalha não fizer mais parte do seu dia-a-dia. Eu, como quase todas as mulheres da minha geração, passei por uma fase de dedicação total à carreira. Seguimos à risca os conselhos de nossa mãe: 'Seja independente, não dependa de marido!' Mas, para conquistar nosso espaço relegamos o emocional a segundo plano. Todas queríamos vencer como os homens, ter poder como os homens. Não me arrependo, sinto orgulho do que construí. Porém, se tivesse que dar um conselho a você, diria 'Vá com calma!'. Hoje a realidade é outra. Não precisamos deixar nosso universo para adotar o deles. Dá para incorporar o que há de melhor nos dois. E, principalmente, ouvir nossa voz interior, que é a melhor guia. Foi o que fiz quando, depois de 18 anos na Rede Globo, mudei para o SBT. Até então, não consegui ir a UM aniversário de amigos, nem jantar com a família. Não via meu marido, Walter, a semana inteira! Chegava em casa às 2 da manhã; ele acordava às 7. Para que a gente se comunicasse, até comprei um quadro branco e instalei no quarto. Aí, anotava:'Amor, não esquece de fazer tal coisa. beijo, saudades'. O Walter lia, apagava e escrevia a resposta. Na sexta, ele me esperava e íamos deitar às 4 da madrugada. Conclusão: o sábado começava às 2 da tarde e, evidentemente, acabava num piscar de olhos. Isso quando eu não tinha plantão e passava o dia no Rio de Janeiro. Durante dois anos, tentei negociar um horário melhor. Até que cheguei ao limite do meu coração e repensei minha carreira. Você deve estar se perguntando : 'Como ter coragem para largar um emprego em troca da felicidade?' Bem, é preciso confiar na tal voz interior. Nesse aspecto, tenho segurança, aprendi a acreditar na minha capacidade de trabalho. Mas não pense que não fiquei tensa! Chorei muito, tive noites de insônia, pois gostava do que fazia. Precisei da força do meu marido, que deixou claro: me apoiaria em qualquer escolha. Acho que sem o Walter não teria conseguido ir em frente. Quando penso que só nos conhecemos há 3 anos... queria ter passado A VIDA ao lado dele.
Nossa história já começou especial: em abril de 2002, entrevistei-o para o Jornal da Globo e, depois da gravação, conversamos sobre trabalho, viagens. Contei que na semana seguinte ia para a a França, trocamos cartões e só. Quando já estava em Paris, eis que o telefone do hotel toca. Perguntei: 'Você veio para um congresso? ' A resposta: 'Não, vim te convidar para jantar'. Casamos quatro meses depois. Sei que uma relação assim não brota em cada esquina. Também, hoje há um desencontro de papéis. Batalhamos para ter o que era de domínio masculino - e eles ficaram perdidos. Acredito que num relacionamento bem-sucedido há o meio-termo. Mas, para isso acontecer, a mulher deve deixar o homem participar do seu universo. E GOSTAR disso! Meus próximos planos? Me dedicar ao novo emprego sem abrir mão da parte pessoal. Ainda gostaria de ser mãe, sim, mas decidimos esperar um pouco. Já passei por quatro longos tratamentos para engravidar. Em um deles, perdi o bebê na oitava semana de gestação. Os médicos disseram que o meu horário de trabalho era um dos grandes obstáculos. Claro que, se acontecer, esse filho será muito bem-vindo. Mas o importante é que estou tão feliz! Tomara que você também consiga achar o seu ponto de equilíbrio e, assim como eu, não tenha medo de lutar por seus sonhos."

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

O ínicio - Meu querido diário

Toda a minha vida, sempre escrevi um diário...Desde a quinta série, tinha sempre uma agendinha, contando todos os detalhes da minha vida. Na adolescência, elas transbordavam, com recortes, papéis de bala, bilhetes, fotos, adesivos... Contavam todos os segredos, sentimentos...E este ritual, durou até eu entrar na faculdade.
Depois disso, achei que estava ?adulta? demais pra ficar escrevendo na agenda e larguei de mão. Pior do que isso, joguei todas as minhas memórias fora. Além das agendas, joguei no lixo todas as poesias feitas, todos os bilhetes...
E fiquei alguns anos sem escrever...
Até que em 2004, descobri o maravilhoso mundo dos blogs. No começo, era pra contar a dura vida de uma noiva neurótica, as vésperas do casamento. Mas depois eu vi que escrever fazia parte de mim, e que fazer um diário me preenchia uma vontade de desabafar e dizer o que o mundo significa pra mim. E aí não consegui parar mais.
Hoje, tenho um vício. É uma delícia escrever qualquer bobagem que for, desabafar, chorar as pitangas, fazer algumas pessoas rirem com histórias medíocres da sua vida, porém divertidas. É um ritual de limpeza da alma; o problema, depois de escrito, parece que se define, se torna palpável, e até mais fácil de resolver. A tristeza é compartilhada, e alivia um pouco o peso. A alegria é dividida e, ao mesmo tempo, multiplicada.
Enfim, escrever é um gozo na ponta dos dedos e no coração, pelo menos pra mim.
Como sinto minhas histórias perdidas, como sinto não poder saber mais o que eu pensava quando tinha onze anos, treze, dezessete...Quantos sonhos daquela época eu consegui realizar e quantos eu deixei pelo caminho. Perdi a Denisinha criança, perdi a Denise adolescente, mas me encontrei novamente através das letras e pretendo deixar minhas idéias se perpetuarem no mundo até o fim da minha vida. Quem sabe, um dia serei a vovó blogueira mais velha da história...


P.S: meu blog tá de template novo!! Não tá lindo??
Lua, obrigada pela capricho e pela paciência!
Juliana e Ana: agora vocês estão intimadas a passar aqui sempre e comentar!

O fim

**Este foi o último post do blig Denisinha & cia. A partir daqui, os posts serão feitos somente neste blog.
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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando porque isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas,portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, semaquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é."por Paulo Coelhoulo Coelho

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Meu cabelo ficou bom!!!Ele tá bonito! Não tá espigado! Não tá com cara de artificial! Não tá parecendo cabelo de boneca! ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊHHHHH!Meu template tá ficando lindo!Tá uma gracinha! Acho que está muito próxima a hora de dizer tchau ao blig!Preciso dar um chega pra lá na preguiça!No trabalho, as coisas estão difíceis...Tenho pouco o que fazer, e, para o pouco que tenho, me sinto desmotivada..Oh, céus!!!Lá vai mais um texto de autor desconhecido, pra preencher o vazio e a falta de assunto que toma conta do meu ser!Ser mulher é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas e sair sempre vencedora; é estar antes de ontem e depois de amanhã, é desconhecer a palavra recompensa apensas de seus atos.Ser mulher é caminhar na dúvida cheia de certezas; é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva. Ser mulher é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza; é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita; é esperar quando ninguém mais espera. Ser mulher é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa; é ser enganada e sempre dar mais uma chance; é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda. Ser mulher é estar a mil lugares de uma só vez; é fazer mil papéis ao mesmo tempo; é ser forte e fingir que é frágil para ter um carinho. Ser mulher é comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever; é construir castelos na areia, vê-los desmoronando pelas águas e ainda assim amá-las. Ser mulher é estender a mão a quem ainda não pediu; é doar o que ainda não foi solicitado. Ser mulher é não ter vergonha de chorar por amor; é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço. Ser mulher é ser mãe dos seus filhos e dos filhos dos outros e amá-los igualmente; é ser nova quando o coração está a espera do amor, ser crescente quando o coração está se enchendo de amor, ser cheia quando ele já está transbordando de tanto amor e minguante quando este amor vai embora. Ser mulher é hospedar dentro de si o sentimento de perdão; é voltar no tempo todos os dias e viver, por poucos instantes, coisas que nunca ficaram esquecidas. Ser mulher é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando. Ser mulher é ser princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda. Ser mulher é saber ser super-homem quando o sol nasce e virar Cinderela quando a noite chega. Ser mulher é, acima de tudo, um estado de espírito; é uma dádiva; é ter dentro de si um tesouro escondido e ainda assim dividi-lo com o mundo.

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Sebo no cabelo

Sebo no cabelo
Finalmente fiz a tão sonhada e esperada escova gradativa. A definitiva, definitivamente, não tive coragem. Vamos ver se essa, pelo menos, abaixa a juba...Mas o sonho do cabelo liso tem seu preço. Além do estica, puxa e queima de sexta, tenho que ficar três dias sem:- lavar o cabelo (tá fazendo um calor de 35 graus, mais ou menos)- prender o cabelo- colocar o cabelo atrás da orelhaAgora imaginem:-Encarar um tanque de roupa suja, de cabelo solto e caindo na cara- Fazer comida como se estivesse fazendo um comercial de shampoo (entenda-se por isso, ficar jogando o cabelo pra trás de 2 em 2 minutos, só com o movimento da cabeça)- Passear na rua com a cachorrinha, catar a caca sem conseguir enxergar direito por causa do cabelo no olho- Dormir bem quietinha pra não emaranhar muito a cabeleira, porque mal dá pra pentear os cabelosA beleza tem seu preço mesmo. Pior será amanhã, trabalhar desse jeito. Fora que o coitado tá com cara de imundinho,sebosinho...E o cheiro...O produto é feito a base de cana de açúcar, então é como se eu tivesse passado açúcar queimado no cabelo...Uma dirícia...Enfim, o que é de gosto é o regalo da vida, como dizia minha vó...Espero que o resultado valha a trabalheira.Bjs e até mais!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

O tempo não pára

Pois é...A notícia que todos no escritório esperavam finalmente veio. O Armador a que nós prestávamos serviço resolveu quebrar o contrato. Isto significa que temos mais seis meses de emprego, depois é ra re ri ro rua! É uma sensação estranha ter a certeza de que seu emprego vai durar até tal data. De que só vou ter minha graninha no final do mês até julho. Que depois, só Deus sabe...Além disso, saber que não vamos mais ver os colegas todos os dias, testemunhas de tanta coisa boa e também de tanta coisa ruim. Dividimos com eles nossas tpms, bad hair days, tristezas e imensas alegrias. Fica difícil esconder seus sentimentos de quem senta o dia inteiro na sua frente ou ao seu lado. De colegas, alguns viraram grandes amigos que vão fazer falta... Além da parte emocional, temo pela parte profissional: a responsabilidade de procurar um novo emprego, de mostrar seu potencial e sua personalidade, de provar o seu valor...Começar é muito chato, e eu sou uma pessoa resistente à mudanças. Mas tenho que pensar que os planos de Deus são melhores do que os meus, portanto, só me resta ter fé e esperar. Com a sombra do desemprego acenando na minha vida, parei pra pensar que gostaria de fazer muitas outras coisas: ser fotógrafa, escrever um livro ou contos, fazer um curso de webdesign. Este último, acho que vou colocar em prática, estou fascinada por esse mundo...Quem sabe um sonho desse não vira profissão? Ah, esqueci de comentar: com este pequeno nervosinho, a SII já mostrou sua cara outra vez...Me senti mal hoje, e não tenho nenhum controle sobre isso....Que shit! Outra notícia: resolvi encomendar um template para o blogger; se ficar do jeito que eu quero, vou aposentar este bligzinho aqui...Triste, né? Se houver um jeito de transferir tudo o que foi contado aqui para o outro, com certeza farei... Então é isso! Bjs e até mais

Que feia molhada!

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