sexta-feira, 31 de março de 2006

O caçador de pipas

O caçador de pipas
Fazia tempo que eu não lía um livro tão bom. Tão humano, tão envolvente e tão sincero. Mostra a vida de uma família no Afeganistão, o que nos faz acordar e perceber que nem todos de lá são terroristas, existem milhões de vítimas naquela terra. Eu nunca havia pensado assim, sempre achei que todos eram um bando de fanáticos e o que acontecia por lá era bem feito. Me enganei.
Mostra também a relação tão delicada entre pai e filho. E sobre o quanto um ser humano pode ser egoísta enquanto o outro é só devoção. E quanto pode pesar o arrependimento. Eu me reconheci um pouco em cada personagem.
Uma das frases principais do livro é a que Hassan fala para seu amigo Amir: "Por você, faria isso mil vezes". Por quantas pessoas faríamos um sacrifício mil vezes? Por quem o seu amor é tão grande, que você seria capaz de tudo para fazer o outro feliz?
Com esse tempinho chuvoso, não tem nada melhor do que ficar na sua caminha quentinha, lendo um livro que te encha o espírito. Este é o meu programa para este final de semana.
Bom fim de semana para vocês também!
P.S: hoje tenho uma entrevista. Será? será? Minha barriguinha está até se acostumando com a situação, estou calma. E hoje também nos prometeram a resposta daquela novela...A seguir, cenas do próximo capítulo...

quinta-feira, 30 de março de 2006

O astronauta vai ao espaço...E o povo brasileiro que tá no mundo da lua...
Eu não gosto de tocar em assuntos "sérios" neste blog. Este espaço era pra ser só meu, dedicado a minha vida. Mas, às vezes, não consigo me controlar.
O Brasil parou para ver o astronauta brasileiro indo pro espaço...Legal pra ele, mas, o que isto vai acrescentar ao país, de verdade? Se a tecnologia ainda fosse nossa. Mas nem isso. Ouvi na TV coisas do tipo "o astronauta brasileiro está alimentando o sonho de muitos meninos..." Como assim?! A esmagadora maioria das crianças brasileiras mal aprendem a ler e a escrever...Quanto mais se tornarem astronautas...O Brasil não pára para discutir o problema da fome, da falta de escolas, da violência...Ninguém pára pra assistir propaganda política e pelo menos tentar votar no menos pior. Mas pára pra ver final de campeonato e o foguetinho subindo pro espaço...Lamentável.
Eu amo o meu país. De verdade. Pena que sou uma das poucas. Sei que não faço muito, mas faço o possível. Voto com responsabilidade. Não sonego impostos. Faço tudo correto. Mas, a maioria dos que reclamam das pizzadas de Brasília, também dão jeitinhos de levar vantagem em suas vidas. Inventam despesas para o imposto de renda. Compram Cd's piratas, dão um troquinho pro guarda pra não pagar multa. Então não somos todos corruptos? É uma questão cultural. 90% dos que chegarem na política vão se corromper, pois somos assim, infelizmente, o país dos corruptos. Temos lá as nossas vantagens: somos amáveis, alegres e otimistas. Tá bom...Mas temos muitos defeitos também: somos preguiçosos, acomodados e alienados. Eu ainda me preocupo e alguns da minha geração também...Mas, as próximas...Estão cada vez mais alienados. É uma pena....Tenho medo do país em que meus filhos vão viver... E como a piadinha onde perguntam pra Deus: mas Deus, você fez um país lindo, sem terremotos, sem furacões, sem guerra...E Deus respondeu: Calma, é que vocês ainda não viram o povinho que eu vou colocar lá...
É, tenho orgulho do meu país, da terra. Mas tenho vergonha de ser brasileira.

quarta-feira, 29 de março de 2006

Tem muitos blogs legais por aí

Tem muitos blogs legais por aí
O engraçado de se criar um blog é a curiosidade que nasce pelos blogs alheios. Desde que entrei nesse novo mundo, vivo fuçando por aí, a procura de blogs bacanas pra me divertir. Tem muita porcaria, mas tem muito blog legal. Hoje, descobri um blog de uma senhora argentina que é divertidíssimo. O nome é "Mas respeto, que soy tu madre!" e conta a história da família dela como se fosse uma novela, com vários capítulos. Vale a pena dar uma espiada por lá. Ela é completamente desbocada e você se diverte com os xingamentos em espanhol!
Outro blog que eu achei outro dia desses foi o Mothern (mother + modern), um blog de duas mulheres modernosas às voltas com fraldas e chupetas. Já coloquei o link aí do lado. Este é mais um blog que acabou virando livro (ou foi ao contrário?). Quem sabe um dia, eu possa viver das minhas escritas...
Para completar a falta de imaginação da dona do blog aqui, vou colocar um texto publicado no Mother. Me identifiquei muito com ele (grifei o que achei mais parecido comigo). Divirtam-se e até mais.
Ter um blog é como ter um filho.
(...)Pensando um pouco mais no assunto, dá pra ver que são muitas as semelhanças entre ter um blog e ter um filho. Aí vai uma lista com algumas delas:
Na hora de fazer é muito fácil, depois que está pronto é que dá mais trabalho..
Exige dedicação constante..
Escolher o nome dele é uma novela: você pensa, pensa, pensa, faz listas, e não fica satisfeita enquanto não encontra um que adora..
Você sempre acha o seu mais bonito e inteligente que os dos outros..
Você tem orgulho da sua criação e, se alguém puxar o assunto, é capaz de falar horas sobre sobre ele..
Por causa dele você passa a conhecer um monte de gente legal, que você nem sabia que existia antes. (Aliás, depois que você faz o seu, descobre que o mundo se divide entre os que têm e os que não têm)..
Você pensa nele várias vezes por dia (e geralmente tem um leve sorriso nos lábios quando está fazendo isso)..
Algumas vezes você acha que, se não fosse pela grana, ia ser uma delícia poder ficar só cuidando dele, ao invés de trabalhar.. Por essas e outras, os chefes preferem que seus funcionários não tenham um..
Você acredita que está sempre fazendo o melhor por ele..
Você vive na ilusão de que, no futuro, ele ainda vai ser o seu sustento. .
Você adora quando as pessoas o elogiam..
Você tende a relativizar os defeitos dele. (Se é que consegue ver algum)..
Você cria uma enorme cumplicidade com a pessoa que te ajudou a fazê-lo ? a menos que ele seja uma produção independente, que você assumiu sozinha ?, mas também algumas discórdias sobre o que devem ou não fazer com ele. (Um sempre acha que o outro poderia participar mais)..
Leituras maçantes sobre o mundo deles passam a interessar você..
Você acha que tem menos tempo para ele do que deveria, e às vezes se sente culpada por não se dedicar tanto quanto gostaria..
Volta e meia você se assusta com o quanto ele está crescendo rápido..
Quem o vê pouco acha que ele está crescendo mais rápido ainda..
Quem o vê muito tem mais facilidade para entender o que ele diz..
Você aprende muito com ele..
Seu marido reclama quando você dá atenção demais a ele à noite..
Você acha que ele fez a sua vida mudar para melhor..
Se alguém que você mal conhece comenta que também tem um, logo vocês estão conversando animadamente sobre eles..
Volta e meia você pensa em ter outro.

terça-feira, 28 de março de 2006

As cobranças (intermináveis) do casamento

As cobranças (intermináveis) do casamento

Começa assim: você namora há uns seis, sete meses...Na primeira oportunidade, um colega ou uma tia chega e pergunta: - Quando vocês ficarão noivos? A sujeita olha pro seu namorado e diz: - Pára de enrolar a garota!
Você dá o sorriso mais amarelo possível e segue adiante. É possível que você ouça essa pergunta mais de cem vezes num mesmo evento.
E você acaba ficando noiva. Pronto. Chega deste tormento. E logo, um mês depois, numa reunião de família, vem a seguinte cobrança: - "E aí, pra quando é o casório?" Mas, meu Deus, eu ACABEI de ficar noiva, dá um tempo!
As pessoas não dão. Ok, você ia casar mesmo, não ia? Então você casa e acha que fez tudo que a sociedade queria. Doce ilusão. A parte pior ainda está por vir...Em menos de um ano de casamento, já tinha gente me cobrando um bebê. - "E o bebê, vem quando?" Ele vem, minha senhora, pode deixar...Por enquanto, estamos só no treinamento. E não adianta ter um, que logo te cobram o segundo. Isso não tem fim. A menos que você esteja disposta a conceber um time de futebol. Aí, com certeza, as pessoas vão lhe perguntar: - "Você não vai parar de ter filhos, não?"
Pior de tudo isso, foi o fato de eu arrumar um cachorro antes de ter um bebê. Explico. No meu prédio, até há um ano e meio atrás, aquilo podia ser considerado um motel. Só haviam casais, na maioria, recém-casados e, sábado à noite, era capaz do prédio chacoalhar. Tanto movimento resultou num baby boom; já perdi as contas de quantos bebês fofinhos nasceram naquele residencial. E então, eu e o Marcelo aparecemos com um cachorro. Algumas mães indignadas me olham até torto no elevador, como se fosse um pecado eu ter um filhote canino ao invés de um bebê de verdade. Dá pra ver escrito na testa delas: "Troque seu cachorro por uma criança (pobre ou não)". Me sinto até discriminada, as mulheres são divididas entre as muito recém-casadas (vamos dar a ela mais 6 meses), as paridas e a que arrumou um cachorro ao invés de ter um bebê.
Chega a ser engraçado: eles ficam enumerando quando eu passo: agora só falta a do 82, 91, 110 e 32...Meus Deus, afinal, aquilo é um prédio ou um laboratório de fertilização?

segunda-feira, 27 de março de 2006

Querido pensamento,
Gostaria de lhe pedir que parasse. Pare de se desviar a todo o tempo, por favor, mantenha o foco!
Quando eu estiver trabalhando, deixe que eu trabalhe, sem pensar no dia de amanhã.
Quando eu estiver me divertindo, deixe que eu me divirta, sem pensar no emprego que está prestes a acabar...
Quando eu estiver cantando, não invada o melhor refrão com o seu bordão preferido..."Mas e se...." Não me venha com novas suposições...
Deixe eu ler meus livros também..Você está tão insuportável, que estou com o mesmo livro há duas semanas, e não consigo evoluir muito por pura falta de CONCENTRAÇÃO.
Quando eu estiver pronta para dormir, deixa que Morfeu me leve, não fique martelando todas as preocupações sobre o futuro...Ah, também não invada meus sonhos disfarçadamente, que eu sei que é bem você fantasiado no meio de todas aquelas loucuras do subconsciente...
Acalme-se e me dê um vislumbre de cada vez...Concentre-se no que está sendo visto e sentido no momento, não me mostre tudo o que está guardado em você...
Esqueça dos pequenos detalhes, do que foi dito, do que não foi dito, do que poderia ter sido feito.
Afinal, todo esse seu trabalho é inútil, eu posso morrer rumindando estas coisas, e nada pode ser mudado.
Então, fique em paz, sossegue e me deixe sossegar, a vida vai seguir o seu curso, de qualquer maneira mesmo.
Mais uma vez eu lhe peço, eu preciso de um descanso...
Obrigada pela compreensão...
Um abraço,
Denise

sexta-feira, 24 de março de 2006

Que saudade da mulher honesta e o texto "Idiotice é vital para a felicidade"

Que saudade da mulher honesta e o texto "Idiotice é vital para a felicidade"
Ai que saudade do Blog da mulher honesta...Adorava ler os textos, são simplesmente fantásticos e incrivelmente reais e engraçados...Mas, infelizmente, ela parou de escrever novas crônicas em fevereiro. Gostaria de ter metade do talento dela para escrever e fazer piada das maselas da vida. Para dar uma levantada no astral da semana que foi braba; e porque hoje é sexta-feira, vou postar um texto que é dela "Ailin Aleixo, a própria mulher honesta". Um idiota criou um spam com este texto há um tempo atrás e colocou que o autor era o Arnaldo Jabor. Coitada. Tem até um livro chamado "Só os idiotas são felizes", escrito por ela. Vejam só a sinopse do livro:
"Ailin é uma dessas mulheres que, quando querem um milkshake, chacoalham a vaca. Provavelmente foi ela quem inventou a jaca só pra poder meter os pés nela. Só os idiotas são felizes não é um livro, é uma bordoada. Mas é uma bordoada bem escrita e divertida. Ela bate, mas faz a gente rir e, e o que é melhor, se sentir menos idiota por não ser igual àquelas pessoas que vivem dando risadinha em coluna social de revista. Vá até o caixa, compre e chafurde nessa deliciosa e instigante leitura."
Vamos ao texto:
Idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda, visceral. Putz, coisa pentelha.
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado do Schopenhauer? Deixe a pungência para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota. Ria dos próprios defeitos, tire sarro de suas inabilidades. Ignore o que o boçal do seu chefe proferiu. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, objetivos claramente traçados mas não consegue rir quando tropeça? Que sabe resolver uma crise familiar mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Sim, porque é bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Em suma: desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. A realidade já é dura; piora se for densa. Dura e densa, ruim. Brincar, legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não se descontrolar, não demonstrar o que sente. É muito não. Dá pra ser feliz com tanto não? Pagar as contas, ser bem-sucedido, amar, ter filhos - tarefa brava. Piora, muito, com o peso de todos aqueles nãos. Tenha fé em uma coisa: dá certo ser adulto e idiota. Aliás, tudo fica bem mais fácil ser for regado a idiotice, bom humor. Manuel Bandeira foi um grande homem e um grande poeta. Disse certa vez: "E por que essa condenação da piada, como se a vida fosse só feita de momentos graves ou só nesses houvesse teor poético?" Estava certo.
Adultos podem (e devem) contar piadas, ir ao fliperama, beliscar a bunda da mulher, sair pelados pela cozinha. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, pra começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que são: passageiras. A briga, a dívida, a dor, a raiva, tudinho vai passar, então pra que tanta gravidade? Já fez tudo o que podia para resolver o problema? Parou, chorou, pediu arrego? Ótimo, hora da idiotice: entre na Internet, jogue pebolim, coma um churrasco grego. Tá numas de empinar pipa no sábado? Vá. Quer conversar com sua namorada imitando o Pato Donald mas acha muito boçal? E é, mas e daí? Você realmente acha que ela vai gostar menos de você por isso? Ela não vai, tenha certeza. Só vai gostar mais, porque é delicioso estarmos com quem sorri e ri de si mesmo.
Eu fico chateada por não ser tão idiota quanto gostaria; tenho uma mania horrível de, sem querer, recair na seriedade. Então o mundo fica cinza e cada lágrima ganha o peso de uma bigorna. Nessas horas não preciso de cenhos franzidos de preocupação. Nessas horas tudo de que preciso é uma bela, grande e impagável idiotice. Como sair pra jogar paintball - ou, melhor ainda, me olhar fixamente no espelho até notar como fico feia com os olhos vermelhos e o nariz escorrendo. Como fico ridícula quando esqueço que tudo passa.
P.S: Depois de um texto assim, me sinto até mais feliz...Porque, às vezes, me sinto idiota de manter um bloguinho tendo 27 aninhos pesando nas costas. - "Que coisa infantil e idiota!" - já me disseram. Que pena que, na época, eu não respondi: "- É mesmo idiota, né? Uf, graças a Deus!"
P.S 2: Cortei o meu cabelo ontem. É incrível o poder de uma tesoura sobre o bom humor de uma mulher...

quinta-feira, 23 de março de 2006

Mais uma da série: Uma imagem vale mais do que mil palavras

Mais uma da série: Uma imagem vale mais do que mil palavras...
...E mais algumas definições...




desassossego
s. m.,
falta de sossego;
inquietação;
alvoroço;
perturbação;
receio;
preocupação.

desesperança
s. f.,
falta de esperança;
desesperação;
desespero.

impaciência
do Lat. impatientia
s. f.,
falta de paciência;
desespero;
ansiedade, sofreguidão;
frenesi;
ira, rabugice.


quarta-feira, 22 de março de 2006

VOP

V.O.P

Outro dia estava lendo no Blônicas, uma crônica do Léo Jaime que falava em "VIPs"
e "VUPs" (very unimportant person), como ele mesmo se define. Eu passo longe de ser VIP, mas não me considero VUP também. Afinal, para algumas pessoas somos importantes, sempre. Inventei o meu próprio termo e me declaro VOP (Very Ordinary Person). Sou tão comum, tão mundana, como milhões de outras mulheres. Tenho um marido, emprego, casa, família e um cachorro. Tenho que ir ao mercado, lavar roupa, trabalhar, enfim, correr atrás da bola. Não tenho nada de extraordinário; no meu armário não existe nenhuma bolsa 'Prada' nem um terninho 'Versace'. E isso não me comove nem me faz falta. Se eu fosse uma VIP, com vários milhões de reais (ou dólares?!) para gastar, continuaria sendo VOP de alma. Com certeza, gastaria boa parte da minha fortuna viajando, é claro, mas sem acumular coisas, somente fotografias e lembranças. Passaria longe das revistas tipo Caras e gostaria de viver numa praia bem escondida, numa casa com um riacho, piscina, diversos cachorros, redes em todo o canto e, ao lado delas, prateleiras com diversos livros pra todos os lados. Música seria essencial, seções de massagem todos os dias... Festas? Não, obrigada. Badalação? Dispensaria...Dinheiro pra mim só serve pra ser gasto com as coisas que preciso e gosto, acumular não faz parte do meu vocabulário. Esbanjar e exibir também não. Por isso sou VOP. Com muito orgulho.
Festinha de aniversário de mammy. Olha o bolo que não cresceu. Mas tava bom...


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segunda-feira, 20 de março de 2006

domingo, 19 de março de 2006

Eu e a Aninha

Hoje é aniversário da Ana Coisinha

Hoje é aniversário da Ana Coisinha

Hoje a minha irmã Ana faz 33 anos (hehehe, já dedurei a tua idade).
Não sei se ela merece a homenagem, mas como não tenho um assunto melhor a tratar, vamos falar sobre algumas coisas da Ana Coisinha:

- Ela calça sapatos 33. É um pé de criança, eu sei...É o seu número místico este ano: pé 33, idade 33...Joga no bicho!!
- Ela faz um bico quando está emburrada, que pode ser visto há 11km de distância.
- Ela vive me chamando de mau humorada, mas ninguém aguenta as crises de mau humor dela.
- Ela é cheia de talento, mas não acredita no próprio taco. Tenha fé, menina!
- Ela é a mais velha, mas parece a mais nova: não faz nada sem ter a minha opinião...(sei, sei, ter uma irmã como eu, é uma dádiva divina).
- Ela tem orgasmos múltiplos quando alguém pergunta: Qual das duas é a mais velha?
- Ela tira fotografia de tudo, até do xixi no penico da afilhada...
- Ela tem um bumbum, que, amigos próximos dizem, possui vida própria
- Ela, quando não tem nada pra fazer, fica me passando e-mails a cada vinte minutos, do tipo: "Você está ocupada?" "Você viu o meu e-mail?" "Você pode me fazer um favor?"
- Ela é chata, mas, o que seria de mim sem ter uma irmã para relar a paciência?
- Ela me culpa por não ter assistido ao show do Menudo e de ter que me levar de contrapeso para a matinê da Lofty...Mas a culpa não era minha viu, eu só me fazia de vítima para a mãe, entenda-se com ela!!
- Ela tem um metro e meio, mas o coração do tamanho do universo...
- Ela é a minha irmã querida!

Parabéns irmã! Somos os dois fragmentos da união de duas pessoas especiais...Unidas pelo amor fraterno, mas também pelo magnetismo das almas, pois, ser só irmão de sangue não basta. Quero ser sua amiga pra sempre, criar as nossas famílias lado a a lado! Amo você, sua pentelha!

sexta-feira, 17 de março de 2006

Vários assuntos...

Hoje é aniversário de mammy...

Mamãe, parabéns!!!Você é a melhor mãe do mundo, e nós te amamos!!
O bolo que eu fiz para você não cresceu, mas é de coração... Você me ensinou muitas coisas, mas fazer bolo nunca foi seu forte, né? Hahahahaha..Puxei isso de você também...




Estatísticas interessantes do orkut

No orkut, 80% dos meus amigos me acham Sexy, Confiável e Legal
Eu tenho 106 amigos cadastrados, portanto, 85 pessoas me consideram com as características acima.
Legal tudo bem: todo mundo é legal de longe...
Sexy: quem sou eu pra duvidar disso? Agora...
Confiável: como assim? Se a maioria das pessoas do orkut não me vêem há bons anos, como elas podem me achar confiável...Hehehe...Engraçado, né?
Pode ser chatice minha, mas eu não coloco lá que todo mundo é confiável ou sexy só pra acumular coraçõeszinhos, gelinhos e sei lá mais o que... Acho que a brincadeira é válida só se for sincera.
Viajei né?

Preguiça invade meu ser, toma conta do meu corpo e me impede de reagir...

Gente, hoje tô com tanta preguiça que tô até com vergonha....Vou rezar pro tempo passar rapidinho (só hoje) pra chegar a hora de ir para o conforto do meu lar...Ainda bem que hoje é sexta-feira!!!




quarta-feira, 15 de março de 2006

Saudades

Saudades...
Ando com muitas saudades. Ando com saudades de ser criança, e andar pela casa só de calcinha e talco Johnsons no peito. Vivo com saudades do meu pai, de olhar pra ele, de fazer palavras cruzadas com ele. Ando até com saudade da minha irmã, que está lá se divertindo na Bahia e volta daqui há alguns dias. Ando com saudades de ser cuca fresca, de ser irresponsável e cara de pau. Ando com saudades de paçoca do carrinho e de pipoca de panela.
Como disse ontem, e na verdade quem disse foi Caetano, "O tempo não pára e no entanto, ele nunca envelhece". Não tenho tempo de digerir certos momentos, parece que minha vida vem se atropelando, me engolindo. Queria pedir um tempo ao Tempo: - Ei, pára um pouco que eu quero pensar! Ontem eu tinha 8, amanhã tenho 28..Tic tac tic tac tic tac.... Enquanto escrevo aqui, os ponteiros correm alucinadamente, tentando chegar num futuro que jamais vai existir...E eu aqui com saudade de tanta coisa e de tanta gente....E com saudade do tempo em que a vida passava devagar...

terça-feira, 14 de março de 2006

O tempo passa tão depressa, e no entanto ele nunca envelhece...
Only time
Enya
Who can say where the road goes
Where the day flows
Only time
And who can say if your love grows
As your heart chose
Only time
Who can say why your heart sighs
As your love flies
Only time
And who can say why your heart cries
When your love lies
Only time
Who can say when the roads meet
That love might be
In your heart
And who can say when the day sleeps
If the night keeps
All your heart
Night keeps all your heart
Who can say if your love grows
As your heart chose
Only time
And who can say where the road goes
Ahere the day flows
Only time
Who knows
Only time
Who knows
Only time
Estou sem tempo para posts pessoais. Lembrei desta música pq comprei o novo cd da Enya...Até mais!

segunda-feira, 13 de março de 2006

sexta-feira, 10 de março de 2006

Mais uma entrevista...Mais incertezas

Ontem fui fazer uma nova entrevista. Mais blábláblá e nenhuma resposta concreta. Nenhuma palavra sobre salário, como se isto não interessasse...Estou irritada. Mas não demonstrei na entrevista. Fui a rainha do gelo: calma, sorridente e tranquila.
Vou esperar. Me disseram que até 31 de março obteria uma resposta.
Graças a Deus, não estou desesperada pelo emprego. Antes estava com medo de não ser boa o suficiente para a empresa. Agora, estou tranquila. Me conscientizei do meu valor. Todos estas entrevistas me fizeram sentir que estou preparada para qualquer coisa. Mesmo que minha barriga reclame, mesmo que meus nervos estejam a flor da pele, ainda consigo raciocinar e me controlar.
Agora, tudo o que posso fazer é aguardar...Dei o melhor de mim. Sei do que sou capaz.
Mudando de assunto, hoje é sexta-feira! A semana voou...Vou aproveitar pra ficar juntinho do meu marido, namorar bastante...E domingo é batizado da minha sobrinha. Vai ser outra guerra: talvez, vamos encontrar o lado negro da família. Mas eu e mammy vamos encarar de frente. Sem medo, pois não devemos nada a ninguém.
Bjs e até mais!

quarta-feira, 8 de março de 2006

Feliz dia da mulher?!


Feliz dia da mulher?!

O dia da mulher será feliz quando nenhuma esposa/mãe/namorada for espancada por seu homem, quando, em todo o mundo, as mulheres puderem se vestir e ir aonde elas quiserem, quando forem tratadas como iguais, quando crianças não forem mutiladas e estupros não mais existirem. Quando seus filhos não forem mortos em guerras santas, frias, civis...Quando o sangue não for mais derramado, aí sim, as mulheres serão felizes.
A utopia é válida, mulheres mais do que merecem uma homenagem, mas, mas que um dia especial, queremos ser tratadas dignamente e com respeito.

terça-feira, 7 de março de 2006

English skills...How's mine?

Today, I'm going to attend an english test. It's been so many years I stopped studying english; I'm afraid to don't remember all grammar issues. This test is the third phase to get this new job opportunity.

Chega dessa palhaçada. Mas foi só para treinar um pouco...hehehe...Mais uma fase para passar pelo funil. E olha que eles estão apertando mesmo...Já coloquei na mão de Deus, se for para ser feliz, que assim seja, se não, que eu não passe mesmo. É sempre complicado pra mim, mesmo que eu não esteja lá muito entusiasmada, eu tenho esta necessidade de fazer tudo certo, ou seja, me dar bem neste teste. Provavelmente será uma prova oral, o pior pra mim...As palavras simplesmente fogem da minha cabeça, eu fico nervosa à beça, e aí, já viu..Preferia fazer um teste de 50 páginas!
Estou aqui tentando trabalhar, mas não consigo me concentrar, só fico pensando nessa bendita seleção. Enquanto eu não souber o resultado, não vou me sentir livre pra buscar outras coisas. Não quero me precipitar e ver outras vagas antes desta seleção estar concluída. Já me atropelei em outras situações, e desta vez, quero estar inteira, sem dúvidas. Se não der certo, tento outra, e assim por diante.
Está quase na hora....Bjs e até mais!

segunda-feira, 6 de março de 2006

Dez formas de amar

Oi...Estou sem tempo para posts pessoais...Vou deixar um texto lindinho extraído do "Garotas que dizem ni. Adoro este blog! O link está aí do lado.
Bjs e até mais,
+++++++++++++
O que é o amor? Fácil. É quando o sujeito entra pela sala e vê a garota com as mãos cobertas de sangue frente a um cadáver. E antes de perguntar o que aconteceu ou gritar ou desmaiar, ele diz ?onde a gente enterra??. É a definição mais simples para o sentimento pleno de uma pessoa por outra. Mas não existe apenas esse tipo de amor. Ele tem muitas faces.
Eu conheço ao menos dez formas de amar. Aposto que os românticos de verdade, os poetas e os cientistas têm 2.538 outras. Contribuo com as minhas.

Amor de mãe: Nem precisa explicar muito, porque talvez seja o sentimento mais seminal que há. O mais puro, delicado e abnegado do mundo. Alguns têm medo de perder o amor de uma recém-mamãe porque aquele pacotinho chorão e fedido vai lhe roubar todo o coração. Na verdade, os nenéns trazem consigo um novo órgão vital, reservado só pra ele dentro da mamy, e que será cativo para toda a eternidade. Haja o que houver.

Amor de pai: Sou garota, em teoria não sei dizer como funciona isso. Mas arrisco porque, pombas, eu tenho um. E sei que, para os rapazes, nada no mundo é mais essencial do que zelar, proteger e mimar os pimpolhos. É um amor que dá a certeza: se algum desgraçado mexer com seu moleque ou sua princesa, corre risco de ser retalhado em cem pedaços e passado no moedor de carne até virar farinha. É singelo, o amor paterno.

Amor de irmão: Nesse caso, tapas podem significar carinho e socos podem mostrar que ele realmente se importa contigo. Por mais que deixemos de ser crianças, sempre vai sobrar aquele tabefe na nuca ao som de ?toma, palhaço?, indicando toda uma ternura fraternal. Irmãos passam a vida inteira lado a lado, são as pessoas com as quais acabamos convivendo mais. Já deu um sopapo no seu hoje, pra dizer o amor que você tem por ele?

Amor de namorado: Pode ser facilmente confundido com uma paixão forte. O que difere é a ligação, as gentilezas que sobram com o outro. Todo mundo pode ir à locadora para pegar um filme e chegar no consenso sobre o título escolhido. Mas só o sentimento mais profundo faz a garota aceitar ver ?Renascido do Fogo Fatal ? Parte 9? e o menino concordar com ?Noruega dos Meus Amores?. Isso é amor verdadeiro, só pode dar em casório.

Amor de marido: E então vem o casamento de fato e o amor vira uma coisa diferente. Nem melhor, nem pior, mas superdiferente. Como superar as brigas pela tigela de brigadeiro imunda na pia ou a meia suja largada à frente das visitas? Você sabe que pode perdoar quase tudo daquele indivíduo estranho que faz barulho quando come ? mas não porque assinou um papel perante o juiz, e sim porque... inexplicável, mas é o amor.

Amor de amigo:No fim das contas, é o que dura mais. Desde que seja um amigo do bom mesmo, Aquele Amigo. Você comete atrocidades, erra, se engana, rola em cima do erro, erra mais um pouquinho... e o cidadão está lá, sem julgar ou mudar de opinião sobre você. Ainda é capaz de fazer uma piada, chamar você de ?safadodemerda? e te dar um abraço. E então você sabe que nada no planeta esmorece aquele que tem o amor verdadeiro de um amigo. Nem que seja aquele ?safadodemerda?.

Amor animal: Não levo fé em quem nunca se apaixonou por um focinho molhado, um bichano de olhar penetrante ou um peixe colorido. E daí que não é gente? Melhor! Amor de bicho é genuíno, é aquilo e pronto. Incondicional e perfeito. Só quem já sentiu o enrolar de um rabão peludo nas canelas sabe que se pode entregar o coração todo a um bichinho e, com ele, rir, chorar e se descabelar. Floco, eu ainda penso em você todo dia, negão! E sem vergonha!

Amor-objeto: Não vá julgar o sentimento nobre que aquele garoto nutre por sua coleção de times de Botão. Não critique o carinho enorme com o qual a mocinha escova suas botas Prada. São coisas, meros aglomerados de matéria sem vida, mas acalentam muitos corações. Se vier aqui em casa bulir com as minhas caixinhas de música, saio dando golpes de karatê. E não mexa ainda com meus hominho Playmobil. Meus amorezinhos de plástico, ai, ai...

Amor idolátrico: É ridículo, tudo bem. Você sintoniza a TV e lá está uma adolescente se desidratando de chorar por causa do Rick Martin. Ela escreveu 12 km de ?Eu te amo, meu príncipe latino? em rolos de sulfite e pintou a cara pelo cantor. Berra como se estivessem enfiando farta de bambu sob suas unhas. Mas vai dizer que não é amor? Você aí pode duvidar, mas é sim. Ou já esqueceu de um dia ter desenhado na contracapa do caderno ?Bono e Renata? com um coração em volta?

Amor à vida: Então os problemas foram resolvidos. Não há nada pegando, nenhuma tarefa a fazer, nada de questões existenciais a incomodar. Não há sobre o que decidir ou meditar. E por esse milhonésimo de segundo, essa fração mínima de tempo, a vida é perfeita. Dá vontade de seguir vivendo para sempre, feito um maldito Highlander. Acontece quase nunca, é verdade... Mas o melhor amor talvez seja esse, o amor impossível.

domingo, 5 de março de 2006

Fim de semana....
Estou alguns dias sem postar, né? Nenhuma grande novidade...Na sexta recebi um e-mail da nova empresa pra fazer um teste de PI online...Será que pode ser considerada a segunda fase? Das 9 pessoas entrevistadas, só 4 receberam a convocação para o teste...Vamos ver que bicho vai dar...
Na sexta fui na médica que cuida da SII, dei uma evoluída, mas preciso segurar a minha ansiedade. Prometi a ela que iria começar a ioga...Mas onde enfio a preguiça, hein? hein?
Estou aqui trancada no quarto com ar condicionado, o calor está insuportável...Até rejeitei a praia!
A Nala tá aqui dormindo nos meus pés e o Marcelo, coitado, teve que visitar um navio pela empresa em pleno domingão...Ninguém merece!
Bjs e até mais.

quinta-feira, 2 de março de 2006


Para salvar o dia, fotos do Carnaval em Juquehy
 Posted by Picasa

Alguém viu minha inpiração por aí?

Nossa, esses últimos dias tenho tentado escrever, mas minha cabeça está vazia...Acho que são muitos problemas e aí a criatividade escoa...Isso me faz pensar que eu teria dificuldade se eu houvesse decidido ser escritora/redatora/jornalista/publicitária. Imagina ser obrigada a escrever e não ter nenhuma idéia? Não saber nem por onde começar, que tema abordar.
O blog deveria ser como uma professora de português que, a cada dia, nos dava um tema novo para a redação. "- Hoje vamos falar sobre a ecologia, amanhã sobre a evolução da humamidade." Era mais fácil. Hoje, com total liberdade de escrever o que der na telha, tenho dificuldade em escolher os temas. Às vezes penso em falar sobre política, sobre a situação econômica do país ou sobre coisas que me deixam chocada e perplexa. Mas acho que este não é o estilo desse blog, ele foi feito para ser mais leve, mais pessoal. Mas minha vida é tão comum, e aí, ficamos sem assunto. Estar casada também "dificulta" o mecanismo de novidades do blog. Estar junto pra sempre significa não ter nenhuma montanha russa emocional, o que é ótimo, claro. Mas aí também ficamos sem novidades do tipo: hoje ele ligou, hoje ele não ligou, amanhã vamos sair, hoje ele não olhou na minha cara, será que ele me ama?...hehehe..Todos os dias estamos lá, juntos e felizes, mas sem as expectativas de um caso em aberto. Entrar em detalhes sórdidos também já seria demais, né? Imagina eu aqui no blog relatando o que fizemos ou deixamos de fazer...Não rola fazer um blog erótico...
Nossa, esse post tá meio "viajado", né? Comecei falando de um assunto, mudei completamente o rumo da prosa, e eis aqui, mesmo sem inspiração, um texto saído do fundo do meu coração...
Bjs e até mais!

quarta-feira, 1 de março de 2006

Quarta feira de cinzas

Quarta-feira de cinzas...

Hoje o dia foi tão chatinho...Não vale nem o comentário. Por isso, vou colocar um texto bem divertido extraído do blog www.blonicas.com.br:

Seu Porra

De Lusa Silvestre

Há quatro tipos de uso do palavrão: a) para intensificar um fato, b) para adjetivar, c) para localizar e d) os palavrões vocativos. Como intensificador, um bom exemplo é o "cacete". Fulano joga bola pra cacete (ou caceta, também muito aceito). O palavrão adjetivador é mais comum: fulano é um merda - no sentido de ser um pária, um filha da puta. O localizador é fácil: vai pra puta que pariu, imaginando-se que então a puta que pariu é longe como Xangri-lá. E, finalmente, o vocativo, o chamamento, o alcunhador: Seu Bosta. "Ô seu bosta, me passa o sal". "Ô seu bosta, vem ver a merda (adjetivador) que você fez" e por aí vai. Até aí tudo bem. Mas veja a graça da coisa: sabendo a dinâmica correta do palavrão, ele adquire independência, possibilitando outros significados. Pegue por exemplo o "caralho" - hipoteticamente falando. Caralho pode intensificar uma ação (fulano joga pra caralho), pode adjetivar ou qualificar algo (fulano é do caralho) e pode ser um palavrão localizador (ex: casa do caralho, ou - menos comum - vai pro caralho). Pode até ser um vocativo: Ô seu caralho ! Embora seja menos comum, não podemos desprezar a eloquência de um "seu caralho" na hora do apuro.
Outro grande segredo do uso da linguagem de beira de cais é a junção de vários palavrões formando expressões complexas. Acontece muito em campos de futebol, verdadeiros laboratórios de pesquisa da linguagem. Ali o xingamento ganha vida; a criatividade supera a correção gramatical. Misturam-se palavrões localizadores com vocativos. Exemplo: "Ô seu juiz bicha do caralho". Um uso diferente do léxico. No calor do jogo é comum até misturar os quatro tipos de palavrão na mesma frase, com evidentes ganhos na ofensividade: "Ô juiz escroto da peida, vai foder com o bandeira, filho da puta". Nesta frase, são tantas as ofensas que chega até a ser difícil saber exatamente quem faz o papel de quem. Tudo bem, avilta-se o português, mas permanece a graça do xingamento. Note inclusive o uso livre da palavra "peida", uma corruptela de "peido", aqui usado como intensificador ou localizador - sabe-se lá.
Porém, há que se tomar cuidado para não exagerar no uso liberal dos palavrões. Quando se busca demais a criatividade, surge o perigo de se perder o caráter ofensivo das palavras. Um bom exemplo eu ouvi no trânsito. Uma mulher tentava entrar à direita, e - não conseguindo - chamou o outro motorista de "Seu porra !". Porra é somente uma expressão genérica, usada para alívio das raivas ou generalizador de objetos (ex:"quanto custa esta porra?"). Quando usada como vocativo - seu porra - ela perde impacto justamente porque o palavrão em si não é agressivo. Só podemos usar palavrões com liberdade quando o palavrão possui força. Ainda mais no trânsito.
Enfim, palavrão é uma instituição; mantém a evolução do português. Além disso, o seu uso garante a saudabilidade das pessoas. É a melhor maneira de extravasar as raivas do cotidiano; limpa as veias e previne o enfarte. Só ter cuidado. Sabendo usar, não vai faltar.