quarta-feira, 22 de março de 2006

VOP

V.O.P

Outro dia estava lendo no Blônicas, uma crônica do Léo Jaime que falava em "VIPs"
e "VUPs" (very unimportant person), como ele mesmo se define. Eu passo longe de ser VIP, mas não me considero VUP também. Afinal, para algumas pessoas somos importantes, sempre. Inventei o meu próprio termo e me declaro VOP (Very Ordinary Person). Sou tão comum, tão mundana, como milhões de outras mulheres. Tenho um marido, emprego, casa, família e um cachorro. Tenho que ir ao mercado, lavar roupa, trabalhar, enfim, correr atrás da bola. Não tenho nada de extraordinário; no meu armário não existe nenhuma bolsa 'Prada' nem um terninho 'Versace'. E isso não me comove nem me faz falta. Se eu fosse uma VIP, com vários milhões de reais (ou dólares?!) para gastar, continuaria sendo VOP de alma. Com certeza, gastaria boa parte da minha fortuna viajando, é claro, mas sem acumular coisas, somente fotografias e lembranças. Passaria longe das revistas tipo Caras e gostaria de viver numa praia bem escondida, numa casa com um riacho, piscina, diversos cachorros, redes em todo o canto e, ao lado delas, prateleiras com diversos livros pra todos os lados. Música seria essencial, seções de massagem todos os dias... Festas? Não, obrigada. Badalação? Dispensaria...Dinheiro pra mim só serve pra ser gasto com as coisas que preciso e gosto, acumular não faz parte do meu vocabulário. Esbanjar e exibir também não. Por isso sou VOP. Com muito orgulho.

Um comentário:

RoMartinucci disse...

muito bom texto, gostei.