sábado, 13 de maio de 2006

Não ganhei...
Pois é, meus queridos leitores e fãs (Ju e Ana). Não ganhei a promoção do Garotas. Mas gostei do texto vencedor. Passei bem perto! Ela falou no Gugu e eu toquei no nome do Silvio Santos. Porque não existe coisa mais suburbana que assistar SBT no domingo...hehehe.
Ainda tenho uma chance: na semana que vem elas irão publicar mais textos, pois disseram que receberam muitos textos legais. Quem sabe eu não saio na repescagem...De qualquer forma, como prometi, segue o texto que eu enviei para a promoção:
Texto suburbano para o Garotas que dizem ni

Cá estou eu em casa, de molho por causa de uma gripe e dor de garganta terríveis, com um pano embebido com álcool no pescoço - receita de minha avó - quando me deparo com o convite do ?Garotas? para enviar um texto que, quem sabe, possa ser publicado em um dos meus blogs preferidos. Será minha chance de ter cinco minutos de fama? Mas que tema difícil, penso comigo, falar da vida suburbana. Qualquer pessoa terá uma história melhor que a minha... Meu lenço de bolinhas em torno do pescoço me desperta a atenção. Fico pensando qual a lógica que me faz acreditar que um lenço com álcool alivia a dor de garganta. E vejo que este velho costume, impregnado em mim, mesmo depois de tantos anos, é o sangue suburbano que corre em minhas veias. Lembro que somos uma família classe média com muito orgulho e cheia de atitudes suburbanas. A começar pela mania de colocar paninhos de crochê embaixo de tudo e guardar potes de margarina para alguma eventual necessidade.
Em si, participar de uma promoção já é um tanto suburbano. Não me lembro de ter visto uma madame chique no programa Silvio Santos indo buscar seu conjunto de panelas ganho no Baú da Felicidade ou alguma outra indo pedir um pote de caviar (caviar se vende em pote?) na Porta da Esperança. Definitivamente, isto é coisa de subúrbio.
Pensando bem, a coisa mais suburbana que lembro de ter vivido por mais de vinte anos, é o almoço de domingo. Chega até ser bonitinho. Somos em seis filhos e, como moramos na praia, domingo era dia de levar a molecada para virar croquete. Depois da praia, e do banho tomado, pois somos do subúrbio, mas somos limpinhos, minha mãe colocava a mesa com esmero: com os pratos nem sempre iguais, mas combinando, copos de requeijão, e um guardanapo de papel para cada um. O prato de domingo era o frangão assado de padaria, com aquela farofa e batatas ao óleo. Meus irmãos brigavam para ver quem ficava com a coxa do frango. Cena fantástica que jamais sairá da minha memória.
Festa de subúrbio então, não tem comparação. Na minha casa, se a festa tinha 30 convidados, havia comida, pelo menos, para 70 pessoas. E, no final de tudo, depois de muito riso, copos quebrados e bolo no chão, cada convidado saía da festa com um pratinho de doce e salgado...Eita tempo bom!
É claro que ainda tenho muitas outras lembranças, como a paçoca de carrinho, a roupa nova para o dia do aniversário, a pipoca de panela com groselha... Mas estas, eu vou guardar para uma próxima promoção.

2 comentários:

Ana Cristina disse...

Parabéns Maninha, como sempre digo, seus textos são ótimos !
Sou sua fã.
Beijos

juliana disse...

aaa eu adorei...estou torcendo para vc conseguir seus minutos de fama!!
beijos!!