domingo, 1 de abril de 2007


Pensando no futuro

Este fim de semana, eu e o Marcelo conversamos tanto sobre a nossa vida....Escrevo tanto sobre os problemas do escritório, que as vezes, não faço nem menção da nossa vida em comum.... Mas é que a vida a dois é tão boa, que não gosto nem de falar muito pra não dar azar....kkkk....Mas ontem falamos tanto do nosso passado e do nosso futuro. Dos filhos que esperamos ter um dia e da vida que queremos dar pra ele. Sabemos que nossos pais fizeram o melhor que puderam por nós, mas - acho que é assim em toda a geração - queremos poder dar mais ainda aos nossos pimpolhos. Decretamos que o pobrezinho que ainda não foi nem concebido jamais saberá o que é um container. Dead line então, nem pensar...Apesar da navegação, ser o pão nosso de cada dia, queremos que o nosso herdeiro tenha uma profissão de verdade, e não uma faculdade de porra nenhuma (ops, comércio exterior). A vivência no exterior, que é um desejo dos dois, será mandatória. Estudar mais de três línguas, uma faculdade de renome... Se for menina, vai fazer ballet. Menino não, vai fazer natação. Decretei também que para cada brinquedo ganho, o pobrezinho tem que ganhar (e ler) um livro. E por aí foi....Todos os pais desejam o melhor para os seus filhos. Digo pais com P maíusculo, não estes que colocam filho no mundo à toa. Nossos pais por exemplo: os quatro, não tiveram a oportunidade de cursar uma universidade nem de estudar outras línguas. Mas faziam questão que os filhos estudassem. Nos criaram na raça, no suor, mas na maior dignidade. Eu sou a última filha de seis e o Marcelo o segundo, de quatro.Fico imaginando o tempo em que eles passaram, como nós agora, imaginando e se preocupando com o futuro dos rebentos. Lembro que meu pai queria que eu fosse aeromoça, ou secretária bilingue. Na época dele, era uma profissão em que mulher ganhava bem...Não cresci em altura para ser aeromoça, e, não tinha talento para secretária....O pai do Marcelo, se não me engano, queria que ele enveredasse pela engenharia...Meu pai morria de orgulho ao me ver falando inglês. Vivia perguntando: o que é tal coisa, em inglês? Um barato....No fim, não "seguimos" a profissão que nossos pais queriam. Mas estudamos, do jeito que eles sonharam....E conseguimos. Da melhor forma possível.
Fico imaginando se um dia, eu conceber um pequeno rebelde, que seja completamente diferente da nossa teoria acadêmica, e tenha forte tendência ao surf. Ou ao axé music (Cruz-credo!) Mas se conseguirmos ser metade do que nossos pais foram pra gente, ele ou ela vão se dar bem....E terão orgulho da gente.

Que a semana seja boa!
Bjs e até mais!
P.S: Voltei a ser morena. Chega de cabelo avermelhado!

Um comentário:

Marili Alves disse...

Felizz Páscoa!!!