segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Minhas origens: uma história de amor

Minha mãe e meu pai, em lua de mel
Um dia estes olhares se cruzaram
Um dia ela disse: Viúvo com quatro filhos, Deus me livre!
Um dia ele a convidou para tomar um café e as mãos deles tremeram.
Ele era louco por aquelas pernas! 
Um dia ele apresentou a nova namorada para a mãe e ela perguntou: - Vai criar outra filha?
Um dia Deus decidiu que seriam marido e mulher.
Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.
E eles juraram ficarem juntos até que a morte os separasse...
Um dia eles tiveram uma menina.
No outro dia eles tiveram mais uma.
E em todos os dias, eles criaram os seis filhos: os dele, os deles.
E transformaram em adultos, três homens e três mulheres.
Com muito suor e muito trabalho.
Juntos, eles viram nascer e criaram uma neta.
Em muitos dias eles riram juntos, dançaram agarradinhos
Em alguns outros, choraram abraçados.
E em tantos outros brigaram pra valer!
Mas estavam sempre unidos, mesmo que de mal, como haviam prometido.
Ele tinha muito temperamento. E ela tinha muita paciência.
E em todos os anos no aniversário de casamento, ele mandava flores e  um cartão que dizia: 
Quer continuar ou desistir?
E ela sempre escolheu continuar.
E assim foi a vida.
Por tantos e tantos anos.
Até que um dia 
Deus decidiu que ele tinha que ir embora
E a história de amor chegou ao fim
Mas não o amor.





domingo, 30 de janeiro de 2011

Sobre o homem maduro

Marcelo. 43. Sério. Responsável.


- Amor, o Santos ganhou dos "bambis".
- É, amor? Que bom! 
- Fiz questão de abrir a janela e gritar GOL para os vizinhos São Paulinos. Eles ficaram bem quietinhos hoje! 
E saiu gargalhando, feliz da vida.


P.S: Verdade seja dita: homens são sempre crianças.
P.S2: Existe uma disputa futebolística na redondeza. Temos no prédio vizinho uma família São Paulina que enferniza a nossa vida quando o São Paulo ganha ou quando o Santos perde. A vaca mulher berra que nem uma louca que dá até raiva.  Eu tenho vontade de jogar uma bomba.
P.S3: O Santos ganhou de 2X0 do São Paulo. Chuuupa Rogerio. Chuuupa vizinha.



sábado, 29 de janeiro de 2011

Amor

No rastro do seu caminhar
No ar onde você passar
O seu perfume inebriante
Pendura num instante,
A rua inteira a levitar
Me abraça e me faz calor
Segredos de liquidificador
Um ser humano é o meu amor,
De músculos , de carne e osso,
Pele e cor.
(Carnalismo - Os Tribalistas)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Diálogos do feriado

Ele: - Amor, vou compra médias* para o lanche
Eu:  - Não compra pra mim, estou de regime!
Ele: - Come só uma, vai!
Eu:  - Você vai sabotar meu regime? Você quer que eu fique gordinha para ninguém me olhar! Só que daqui a pouco eu vou estar tão gordinha que nem você vai olhar pra mim...
Ele. - Imagina amor, eu sempre vou olhar para você...
Eu:  - Mesmo se eu pesar cem quilos?
Ele: - Claro que sim, com este peso vai ser impossível não te ver....


Tive que rir. Meu amor tem um senso de humor espetacular. E foi comprar as tais médias para o lanche.
Feriado sem vergonha. Passou muito rápido.


*Médias: jeito santista de chamar pão francês

Ser santista: um estado de espírito

Por Mírian Ribeiro
extraído do site do Jornal da Orla


O santista tem um jeito de ser tão natural, que suas particularidades passam despercebidas a si próprio. E não se restringe apenas à mania, de certo modo rebelde (por saber que desobedece à norma culta), de concordar o pronome em segunda pessoa com o verbo em terceira: "Tu viu". "Tu vai". "Tu foi"... 

O comportamento santista está presente no vestuário, nos hábitos e manias, na descontração. Bermuda e chinelo, mesmo à noite, para aguentar o calor ou por puro comodismo de quem vive em uma cidade litorânea. 

Aquela caminhada na beira do mar, cumprimentando pessoas que sequer saber o nome - são colegas de trajeto - ou encontrando casualmente um amigo que há muito não se via. Não é o que acontece? 
Passear com o animal de estimação pelos jardins também funciona para fazer amizade com outros donos, mas há quem prefira uma pedalada pela ciclovia ou simplesmente sentar em um banco e ficar apreciando o mar. 

Ter tal barraca - mesmo não sendo sócio - ou carrinho de ambulante como ponto de encontro dos amigos na praia é outro hábito do santista. 
Quem não é santista tem dificuldade de entender o endereço quando alguém sinaliza: moro no 4, fica perto do 6, é uma travessa do 2 ... 

E o que falar da expressão "vou até a cidade", usada para designar o centro de Santos? 
Santista também tem suas "tribos". Tem a "tribo" do canal 3, mais antenada com os modismos; a turma do samba na Aparecida, que garante o batuque de todo final de semana; o pessoal que frequenta o trecho descolado no final da faixa de areia em frente ao Aquário; os surfistas do José Menino e por aí vai ... 

Embora a praia seja um lugar democrático por excelência, cada um escolhe a sua. Ou melhor, cada um no seu quadrado. 

Viver em Santos é tão agradável que o santista acaba, de certo modo, acomodado. Reclama entre os amigos do que lhe incomoda, mas geralmente não cobra as mudanças desejadas de quem compete fazê-las. 
Uma mutação da alma santista - que já foi diferente. No passado, Santos foi conhecida por sua combatividade e rebeldia. 

Mar, montanha, belas paisagens, ruas planas, distâncias curtas, ofertas de serviços e lazer dos mais variados. Santos conta com predicados que convidam a fincar raízes nesta terra, um encantamento que vem desde os tempos em que os portugueses aqui puseram os pés.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sobre as coisas que acontecem no mundo...

Você - ele prosseguiu, agarrando meu punho - Todos vocês, do mundo seguro, com seus air bags, e suas embalagens hermeticamente fechadas e suas dietas livres de gordura. Vocês é que são supersticiosos. Vocês se convencem de que podem tapear a morte, e se sentem absolutamente ofendidos quando descobrem que não podem. Vocês ficam sentados em seus apartamentos confortáveis e assistem à guerra, e nos vêem sangrando, pela televisão. E pensam: Que horror!, e depois se levantam e tomam outra xícara de café expresso.
Estremeci quando ele disse aquilo. Era uma descrição corretíssima. Mas ainda não havia acabado. Ele estava tão zangado que chegava até a cuspir.
- Coisas ruins acontecem. Algumas coisas muito ruins aconteceram comigo. E eu não sou diferente de mil outros pais nesta cidade, cujos filhos sofrem. Eu convivo com isso. Nem toda história tem um final feliz. Cresça, Hanna, e aceite isso.

Trecho do livro "As memórias do livro", de Geraldine Brooks



Cresça, Denisinha. Cresça.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Nunca tinha visto um manicuro!

Desde que parei de roer unhas (vergonha), tenho me aprimorado em fazer minhas próprias unhas, uma vez que não consigo horário no salão toda semana.
Daí que achei este vídeo com um cara especialista em unhas. Nunca ví!
Vou deixar o vídeo aqui para ver outras vezes senão perco o link e esqueço do assunto!

domingo, 2 de janeiro de 2011

A primeira página de um novo ano

Já em 2011. O primeiro registro de um novo ano.
É claro que já tenho em mente as promessas básicas:  emagrecer e gastar menos dinheiro. Será que esse ano eu consigo?
Brincadeiras a parte, tenho outras prioridades agora. Cuidar de mim, principalmente. Passei tanto tempo preocupada com tudo ao meu redor, em ter o controle de tudo e esquecendo da minha alma, até que ela gritou. E tive que olhar pra dentro. Foi bom, pois me descobri. Foram bons cinco anos entre negação, lutas, tratamento e descobertas. A maior luta é a interna. Graças a Deus, tive muitos anjos da guarda ao meu lado, me ajudando no caminho.
Agora, depois do susto e de um ano praticamente inteirinho sem crises, me sinto bem, me cuido e me amo mais. Mas tenho que continuar cultivando o equilíbrio. Senão a ansiedade vem e "créu nimim". rs
Nesse processo, descobri que o que me traz felicidade são as coisas mais simples da vida: estar com o meu amor, minha família. Meus amigos, tão queridos, também. 
O trabalho ficou em segundo plano. Ainda me dedico, mas ele não é o centro. É claro que ainda luto pela minha carreira, mas agora é diferente. Não é isso que me define como pessoa. Foi duro, mas aprendi.
Aprendi também a não querer agradar a todos. Aprendi que nem todo o mundo gosta de mim. Aceito agora e não me dou o trabalho de mudar a opinião de ninguém sobre quem eu sou. Era muito desgastante e inútil, muita energia jogada no lixo.
Hoje me dou ao luxo de exercitar meu hobbie, que é escrever, fotografar, editar, criar alguma coisa com minhas mãos. Qualquer bobagem. Exercer um pouco da minha criatividade, que ficou tantos anos sufocada e que agora encontra um pequeno espaço na minha vida atribulada foi um lindo presente. 
Minha resolução - não para este ano somente - mas para a vida é ser uma pessoa cada dia melhor. Não perfeita, mas sempre em busca do aprendizado. Aceitar minhas imperfeições e também os meus talentos. Mas ainda preciso aprender a perdoar.
Estou em busca do meu caminho. Fui muito longe, mas ainda falta um bocado. Mas este que é o  grande barato.