sábado, 30 de abril de 2011

Mais futebol

Será que estou virando homem?  Quarta-feira fui de novo na Vila Belmiro assistir pela primeira vez um jogo da Libertadores da América: Santos x América do México. Foi um jogo sofrido, mas ganhamos de 1x0. Oba! A vila estava lotada e é impressionante a força das vozes cantando todas juntas. É bonito de se ver.  Isso porque a Vila é pequena. Mas gente, é muita energia que eles depositam na torcida. Eu fiquei olhando para todos os lados, e via alguns rezando, outros chorando, outros estáticos, só torcendo. Estranhos se abraçando na hora do gol. Lógico, estou falando de torcedores de verdade, não de marginais que utilizam o futebol como desculpa para praticar a violência.
Graças a Deus, neste dia foi um jogo tranquilo de uma só torcida, então só ví espetáculo. A grande maioria de homens, mas também muitas senhoras, mulheres e crianças se divertindo com o esporte.
Pra não dizer que eu não estou falando da história, ví Ganso e Neymar jogando juntos, e já posso contar isso pros meus netos. E vi também o rei Pelé (um pedacinho dele), que estava assistindo também  ao jogo. Ultimamente  tenho discutido mais futebol com  o Marcelo do que a nossa relação...Será que devo me preocupar? kkkk
Hoje o Santos jogou de novo e ganhamos do São Paulo. Estamos na final do paulista. E meus vizinhos são-paulinos continuam quietinhos.....


P.S: Acho que não devo me preocupar em virar homem porque lembrei que troquei várias vezes de roupa para ir ao campo. Acredito que isto ainda seja coisa de mulher. E continuo lamentando o Santos não ter nenhum jogador, digamos assim, estilo Beckham.

E não vamos falar do casamento da princesa?

Vamos sim. Acordei ontem mais cedo só pra ver o vestido dela. Porque adoro vestidos de noiva. E também não é todo dia que uma princesa se casa. E toda menina adora histórias de princesa com um final feliz (detalhe que o casamento é só o começo da história na vida real, mas continuemos...) E adoro aquele sotaque deles! Queria falar 'Harry Potter" como se tivesse uma batata na boca... Enfim, sobre o vestido, achei lindo! Simples e elegante, do jeito que eu gosto. Linda mesmo!


A linda princesa, fonte Google images


Mas gente... O príncipe deste conto de fadas é feio e tá ficando careca (com coroinha) aos 28 anos. Nunca, em nenhum conto de fadas, havia um príncipe meio careca... E o pai dele, meldels! Até Shrek é mais simpático...Podemos dizer que não se fazem mais príncipes como antigamente....


Vamos Willian, não se misture com essa gentalha que te chama de careca....

Eu uso óculos!

Daí que meus óculos de ficar em casa estão horríveis, tortos e me dando dor de cabeça. E eu enfiei na cabeça que queria óculos retrô, lentes grandes e confortáveis, meio assim:

 Fonte: google images


Apaixonei nos óculos da Anne. E até achei óculos grandes pra vender, mas não tive coragem de comprá-los tão grandes assim. Quando coloquei em mim, me senti mais "Restart" do que "O Diabo veste Prada". E descurti.
Pra achar um meio termo, comprei um óculos bem retrôzinho, mas um pouco menor. Achei que combinou mais com meu rosto. Ele é meio assim:




Maior do que eu estou acostumada, mas ainda assim mais harmonioso com o meu rosto. Já tive tantos óculos que nem lembro mais, porque eu enjôo fácil dos danados. O pior é que não são nada baratos! E eu sempre tiro os coitadinhos para as fotos. São discriminados, os pobres coitados...Foi uma dificuldade achar alguma foto de óculos. As poucas que achei, foram tiradas no trabalho. Por que será? Prometo que tiro fotos da nova aquisição. 


Evolução da espécie. Minha voz continua a mesma... Mas meus óculos e meus cabelos e meu peso...Quanta diferença!





quinta-feira, 28 de abril de 2011

Nebulosidade com chuva ou sol a qualquer hora do dia

O tempo aqui dentro de mim anda igual ao tempo lá fora:  instável.
Chuva e sol se misturando, tem momentos de alegria e tristeza, brigando por um espaço, assim como o sol empurra as nuvens procurando uma fresta para brilhar.
Estou pedindo para que Santa Clara ilumine minha cabeça  e o sol prevaleça. Tô cansada de ficar triste.

domingo, 24 de abril de 2011

Feliz Páscoa!

Nalinha, Marcelo e eu desejamos uma Feliz Páscoa para todos! Que ela seja doce e meiga, com muitos coelhos e chocolate, mas que não esqueçamos do mais importante: Jesus está vivo dentro de nós!

"Felizes os que acreditaram sem ter visto" João 20;29


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Feriado bom!

Os dois primeiros dias de feriado foram ótimos, mas passaram voando!
Ontem acordei meio Dona Benta: um lindo dia de sol, mas aon invés de praia preferi ir na feira, comprar alimentos fresquinhos pra fazer um almoço gostoso pra gente. Como eu almoço na rua todos os dias, sinto saudades de cozinhar para nós dois e comer uma comida realmente caseira. Fiz um badejo grelhado a belle meuniere, arroz fresquinho, salada de grão de bico acompanhada de  salada de alface, rúcula e tomate. Adoro tudo! Aproveitei a empolgação na cozinha e assei também um bolo de banana com aveia. Muito bom! Pensamos em ir no cinema, mas desistimos e  ficamos em casa nos despedindo de Friends. Assisti todas as temporadas na sequência, e ontem foi o último DVD. Vou ficar com saudades desta turma. Jamais vou esquecer o Ross dizendo "Hi" e mostrando toda a dor de sua alma com apenas uma palavra. Amo!



Hoje, terminei o livro Mil dias em Veneza. Adoro ler pela manhã, num dia preguiçoso.... Não quis praia, não quis agito, só sossego. E depois, teve almoço na casa da mamãe, com muito, muito amor e alegria. Somos muito abençoados quando estamos juntos. Estou muito feliz!


Tem tanto chocolate em casa que estou engordando só de olhar. Acabei ganhando presentinhos de páscoa dos meus pupilos, e juntando os que eu tinha comprado, não vai dar certo... 


Por enquanto é isso, ainda temos mais dois dias para aproveitar...

Sobre o tempo e as lágrimas.

Agora entendo o que significa desperdiçar meu tempo. A vida é conto, contabilidade - diz o bancário que vive dentro dele. - É uma quantidade desconhecida de dias preciosos que uma pessoa só tem permissão de sacar um por vez. Não se aceitam depósitos. - Essa alegoria fornece uma oportunidade brilhante para mais atuação do estranho. - Usei muitos dos meus dias para dormir. Um a um, o que mais fiz foi esperar que eles passassem. É bastante comum uma pessoa simplesmente encontrar um lugar seguro para esperar tudo passar. Sempre que eu começava a examinar as coisas, a pensar no que estava sentindo, no que eu queria, nada me tocava, nada importava mais do que as outras coisas. Eu fui preguiçoso. A vida passou e eu fui levando, sempre due passi indietro, sempre dois passos atrás. Fatalità, fatalidade. Fácil. Sem riscos. Tudo é culpa ou mérito de alguma outra pessoa. Então agora chega de esperar.
...
Há uma certa constância em relação às lagrimas. Eu tenho o chora fácil quanto o sorriso, e quem poderia me dizer por quê? Existe algo muito antigo que ainda me arranha por dentro. Alguma coisa bem lá no fundo de mim. Essas são as lágrimas ardentes, copiosas e noturnas, que ainda choro por minhas antigas feridas. "Quem não tiver nenhuma sobra de antigas feridas, levante a mão" (....)
Grande parte do meu choro é de alegria e assombro, não de dor. O lamento de um trompete, o hálito morno do vento, o som da sineta de uma ovelha errante, a fumaça de uma vela que acabou de se extinguir, a primeira luz da manhã, o crepúsculo, a claridade da lareira. Belezas cotidianas. Eu choro pela embriaguez da vida. E talvez, só um pouquinho, pela rapidez com que ela passa.
...
Trechos do livro, Mil Dias em Veneza, de Marlena de Blasi

O primeiro sutiã

Eu me lembro bem dele. Era cor de rosa pálido e tão pequeno! Tinha umas rendinhas bem delicadas perto da alça. Não lembro se pedi para minha mãe ou se a iniciativa de compra foi dela... Mas lembro que ela me levou a uma loja Marisa e me fez experimentar o danado por cima da blusa mesmo. Morri de vergonha!
Guardei por muito tempo a peça: até ser solteira tenho certeza, mas não sei se ele continua lá na casa da minha mãe ou já se perdeu.
Lembro que me senti muito adulta usando o sutiã por baixo da camisa do uniforme. Lembro que a menina que já usava sutiã ganhava um certo status no colégio. Éramos mocinhas finalmente. Sutilezas femininas, que trazem lembranças doces de uma época tão inocente da minha vida.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Polêmicas na internet: Arezzo e Lilian Pacce

Essa semana a coisa anda quente no mundinho virtual. Primeiro foi a revolta contra a Arezzo, a qual eu achei a maior hipocrisia. Não que eu ache lindo matar as pobres raposas, coelhinhos ou qualquer bicho fofo pra fazer casaco, mas, convenhamos, as chamadas "it girls" vivem se gabando de seus sapatos, casacos e bolsas de couro. Ué. Então matar a vaca pode, mas a raposa, não? Eu tenho que ficar quieta sobre esse assunto, pois sou carnívora assumida e não tenho moral para falar neste assunto. Quando eu como um bife de picanha eu não penso na pobre vaquinha. Infelizmente. Faço tudo o que está ao meu alcance em outras causas ambientais, mas não posso dizer um "A" sobre matança de animais uma vez que ajudo a indústria pois consumo estes produtos.
O texto mais coerente que lí sobre este assunto foi este aqui, e concordo do começo ao fim.

Agora, estão crucificando a Lilian Pacce, que até ontem era querida no mundo da moda, inclusive dos blogs, porque ela deu uma opinião sincera sobre o que anda acontecendo por aí. Existem blogs ótimos que eu leio sempre, mas tenho que concordar que algumas pessoas estão  "se achando" demais. Alguns blogs eu simplesmente deixei de visitar porque virou uma coisa tipo "eu tenho, você não tem", um exército de garotas iguais, competindo por quem pode mais, quem divulga primeiro, uma mostra de consumismo sem fim e até meio soberbo e nojentinho.  Tem gente querendo ditar moda e pensam que são editoras da Vogue. Pra falar a verdade,  nem de Vogue eu gosto, e para elas, as ditadoras de moda, eu disse  "não, obrigado" neste post. Ah, vá. Vamos ser realistas. Acho que a Lilian, como uma pessoa mais experiente e sensata quis dar um alerta para as meninas, dizendo que "ó, o  caminho não é este". O próprio título do texto diz: Autofagia, autodevorar-se. Elas vão acabar se queimando  sozinhas, consumidas pelo seu próprio ego. Algo como Narciso. Acredito que se a carapuça serviu, é porque existe muita verdade no que ela escreveu.

Engraçado que estes blogs da moda (eu não disse de moda), que hoje se sentem injustiçados pela Lilian, clamando que há espaço para todos e mimimi, já execraram blogs pessoais como este aqui, como a pior coisa do mundo virtual. Houve uma época que se bradavam que os blogs tipo diário eram "a mosca do cocô do cavalo do bandido" e deveriam ser banidos da rede. Pimenta no olho dos outros é refresco, não é mesmo?

Engraçado que as pessoas exigem respeito, espaço, liberdade de expressão, mas basta alguém dar uma opinião, que se sentem ofendidas e são extremamente deselegantes nas respostas. Eu, hein!  Educação nunca sai de moda.







terça-feira, 19 de abril de 2011

O lado sombrio também mora dentro de mim.

Dois passos para frente, um para trás. Minha vida tá andando miudinho e eu queria estar caminhando a passos largos em direção ao futuro. Olho para o lado e vejo o mundo atropelando a tudo e a todos e eu, com o pé preso em algum obstáculo, há apenas alguns centímetros distante do meu objetivo e tentando escapar do atropelo.
Tá tudo tão perto e ao mesmo tempo, tão longe!
É tão pouco o que eu peço, mas parece que estou pedindo o que é impossível.
Eu tento ser positiva, otimista e ver o lado brilhante da vida, mas tem dias que só o lado escuro da lua me aparece...
Eu tento ser forte e aguentar todos os trancos que a vida não cansa em nos dar, mas às vezes eu me sinto frágil e preciso de um colo.
Eu tento cuidar de todos que eu amo, mas tem horas que eu preciso ser cuidada, eu também preciso ouvir, ao invés de só dizer: Ei, tudo vai dar certo....
Eu tento ser verdadeira comigo e com as pessoas, mas algumas situações me obrigam a ser política e eu morro um pouco por dentro nessas horas.
Eu tento ver o lado bom das pessoas, mas algumas insistem - por mais que eu me esforce - a me mostrar o pior que há dentro delas.
Tem dias que me falta coragem e disposição. Mas amanhã estou de pé de novo, nessa longa caminhada...




Run, rabbit run.
Dig that hole, forget the sun,
And when at last the work is done
Don't sit down it's time to dig another one.

P.S: Inferno astral chegou com tudo

domingo, 17 de abril de 2011

#Eu sou gay


Sejamos Gays. Juntos.


abril 12, 2011

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa

Eu também escolho levantar e seguir em frente




I had a choice: I can slink off  the runway and let my inner model die of shame or I could pick myself up, flaws and all  and finish.
And it was just what I did because when real people fall down in life, they get right back up and keep on walking


Eu tinha uma escolha: Eu poderia sair de fininho da passarela e deixar minha modelo interior morrer de vergonha ou eu poderia me recompor, com minhas falhas e tudo e terminar o desfile.
E foi isto que fiz, porque quando pessoas de verdade caem na vida, elas logo se recuperam e continuam andando. 


P.S: Boa, Carrie. Acho que este é o meu episódio preferido do SATC. The Real Me. Temporada 4.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mais de Mandala

Não consegui me controlar. Fui procurar mais músicas desta trilha sonora histórica (rs). Feche os olhos e curta o melhor da música que um 3 em 1 da CCE podia proporcionar!























A trilha completa:
A matter of feeling (Duran Duran )
Didn't we almost have it all (Whitney Houston )
Sugar free (Wa Wa Nee)

With or without you (U2)
Nothing's gonna change my love for you (Glenn Medeiros )
Bitter fruit (Little Stevens)
No conversation (View From the Hill )
Luka (Suzanne Veja)
Never say goodbye (Bon Jovi )
Lost in emotion (Lisa Lisa & The Cult Jam)
I've been in love before (Cutting Crew )
Let the sun shine in your heart (Wind)
I think we're alone now (Tiffany)
Songbird (Kenny G. )

Para não dizer que não falei do Bono...


Imagem: google images
 Não, eu não fui no show. Sou avessa às multidões. E meu bolso é avesso aos lugares mais reservados. Enfim, admiro o U2 desde criança, quando lia o nome deles na capa do disco da Mandala Internacional e falava que eu gostava da música do "údois". O ano era 1988, e a música era "with or without you".
Fora que Bono é a bolacha preferida da maioria das mulheres da minha geração.




P.S. Eita trilha sonora boa que era esta da Mandala. Eu lembro de ouvir este disco sem parar. Este vinil ainda deve morar em Peruibe, junto com os outros do Nirvana, Def Leppard, Herois da Resistência, Heart...Como não havia tantas opções na época e eu sempre amei música, eu ouvia o que os meus irmãos ouviam. E eu ganhei muitos discos de vinil no meu aniversário de 15 anos... E eu gravava fitas pra ouvir junto com a minha amiga Lóla na casa dela. E pensar que hoje a música é eletrônica, nem CD costumamos comprar mais. Definitivamente, estou ficando velha.

domingo, 10 de abril de 2011

Sobre ter fé

Acordar e sair para a rua é o maior ato de fé que temos hoje em dia. Acreditar que sairemos ilesos desta selva de pedra que se tornou o mundo, é sim um ato de fé, que todos nós -  sendo cristãos, ateus ou agnósticos - praticamos todos os dias. Porque se tem algo que une todo e qualquer ser humano é a ignorância neste assunto. Nunca saberemos o que nos espera amanhã. Por isso precisamos acreditar e ter fé que sobreviveremos mais este dia. E outro, e mais outro, depois outro... Se não acreditarmos nisso, paralisamos e não damos mais um passo à frente. Não vivemos. 
Ter fé é acreditar que ainda existe gente decente no mundo, é acreditar na bondade, é acreditar que nenhum maluco perverso vai cruzar o seu caminho, é acreditar na proteção divina.
É confiar que todas as pessoas que nos são importantes também serão protegidas. É seguir adiante, apesar dos horrores que vimos acontecer ao nosso lado. 
Eu não quero falar diretamente sobre o massacre que aconteceu esta semana, porque muito já foi dito e estão explorando a desgraça, mas também é impossível não dizer nada. Um episódio como este é um bofetão na cara. Dói.
Dói, porque a realidade nos surpreende, nos faz colocar os pés no chão, e lembramos o quanto somos vulneráveis. Dói, porque eu quero colocar um filho neste mundo e sei que não poderei protegê-lo todo o tempo.  Dói ter fé, mas lá no fundo, questionar os motivos de tudo isso. Como é permitido acontecer tamanha barbaridade? Como podemos dizer "estava escrito", "era a hora delas"? Como pode? Era hora daquelas crianças estudarem e crescerem, felizes e saudáveis. Não era hora de serem executadas!
Apesar da dúvida que me atormenta e me entristece, eu ainda prefiro acreditar num propósito maior, impossível de se  compreender neste estágio da minha existência.
E é nestas horas que crescemos na fé, acreditando no que não se vê e no que não se compreende. A minha razão não entende, mas o meu coração ainda tem fé na vida.


"Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo." (Mahatma Ghandi)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Baba, baby...

Toda mulher tem uma história de pé na bunda, onde o outro entra com o pé e você com a bunda. Eu tenho as minhas, claro.
A história mais engraçadinha de todas (porque as outras não foram nada divertidas, para falar a verdade), foi a de um menino que eu gostei por uns bons dois anos no colégio. Eu era a "amiga", isto é, ele achava que eu era um menino. Chorei muito por esta criatura. Deve ter sido lá pros meus 13 anos. Eu era desengonçada, bobona, ingênua, cabeluda "Capitão Caverna style" e magrela. Enfim, ele namorava todas as menininhas menos a mim. Um dia ele resolveu me dar um beijinho à toa e me encheu de esperanças...E no dia seguinte partiu meu coração pela primeira vez quando eu vi ele se agarrando no cinema com outra menina. Chorei muito de novo. Sofri a primeira desilusão da minha vida...Mas, como mulher descolada que era desde pequena, segui em frente e esqueci dele.
Muitos anos depois (quase uns 10), eu reencontrei o dito cujo numa festa. Estava no meu auge, corpaço de academia, bem na fita. Solteira e feliz. E daí como eu tava sem fazer nada aquela noite mesmo, resolvi dar umas bitocas nele. Nada demais. Só que o feitiço virou...Depois disso, a criatura grudou no meu pé. Ligava, insistia, implorava. E eu, não sentia nada, nem pena.
Foi bom. Aproveitei o gostinho da vingança...Tenho que confessar: dava trela só pra sacanear mesmo, depois desprezava o coitado. Eu sei que por isso não vou pro céu, mas foi gostoso, aproveitei cada gota desta pequena maldade. Depois a brincadeira ficou chata e nem mais trela eu dava.
Dessa vez foi ele que entrou com a bunda.

P.S: Toda esta história porque eu ouvi esta música e lembrei desta memória. Inacreditável como a Gadu consegue fazer uma trash music se transformar em algo audível. Talento.

Nada

Queria dizer muito, escrevendo pouco.
Mas como tenho muito para dizer e  muitas palavras na cabeça, então hoje prefiro dizer nada.

domingo, 3 de abril de 2011

A seleção dos livros


Acho que vou gostar de todos!

Dominguinho de preguiça

A chuva começou no sábado à noite. Então já acordei com preguiça. Dia de ficar no ninho e curtir a minha casa.
Passei o dia todo de camisola, o que adoro. Deu pra ficar navegando na net, arrumei alguma coisas em casa, lavei roupa, fiz um almoço meio sem vergonha, comprei uns livrinhos sem sair de casa (adoro), apesar de andar com preguiça de ler: tem livros que não me pegam e são difíceis de eu terminar. 
Dia de descanso mesmo.
Ontem fui fazer a progressiva e dou graças a Deus do Dinho existir! Ficou ótimo. Ontem também comprei meu presente de aniversário adiantado: uma nova câmera digital. Ainda não é A câmera,  porque é muita grana para gastar pela pouca técnica que tenho. Mas esta já tem alguns ajustes manuais, que dá pra eu treinar um pouco. Vou me divertir com meu novo brinquedinho!
É isso. Volta das férias foi suave, o mar anda tranquilo, mas a turbulência está para começar. Preciso manter meu prumo.
Posso dizer que estou feliz. Apesar dos pesares, como digo, estou em paz e serena. Sensação muito boa.