quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O ensaio fotográfico

A escolha da fotógrafa

Como eu já disse aqui, eu quase desisti do ensaio gestante. Primeiro porque não queria de jeito nenhum tirar fotos em estúdio, daquelas bem tradicionais. Eu queria fotos que contassem a nossa história, que fizessem sentido pra mim, mesmo que não fizesse sentido pra mais ninguém. Queria fotos da Nala também, porque ela é minha primogênita, rs. Ví zilhões de sites de fotógrafos que faziam o tipo de ensaio que eu queria, mas a maioria era de SP, de Curitiba, ie, caríssimos e  distantes da minha realidade. Até que descobri depois de muitas horas de pesquisa, uma fotógrafa chamada Loraine Prokisch, que chamou minha atenção. Primeiro porque as fotos dela eram exatamente como as que eu sonhava. Depois, porque ela era daqui de Santos e usava a cidade que eu tanto amo como cenário para as fotos. Mandei o primeiro e-mail meio encabulada, pedindo orçamento. Pela qualidade do trabalho dela e sabendo o quanto minha irmã já havia pago no ensaio tradicional, achei que meu bolso não suportaria o baque, ou que não conseguiria data, ou que fosse uma fotógrafa estrela que me mandasse uma resposta automática e seca. Muito pelo contrário e que surpresa boa!  A própria me respondeu o e-mail de forma carinhosa e atenciosa e ainda quando confirmei o ensaio, me enviou um questionário para saber um pouco mais sobre a gente. Nota 10. Senti ali que tinha acertado na minha escolha.

O papai tímido, um trabalhão

Casei com o Marcelo ciente de que ele d-e-t-e-s-t-a fotografia... Quando mencionei para o papai que tinha marcado um ensaio gestante e gostaria que ele participasse também, ouvi um sonoro "não, a gestante é você, o ensaio é seu".  Depois de semanas de convencimento, biquinhos, algumas lágrimas de crocodilo e chantagem emocional, consegui um "eu tiro cinco fotos, o resto é com você". Mais alguns dias de abordagem estratégica, inflação de ego (você é muito mais bonito que este papai careca, olha aqui), consegui umas coisinhas mais: "Eu faço algumas fotos por você e pelo Felipinho". Quando contei que o ensaio seria em algum lugar público, achei que meu plano tinha ido por água abaixo.... Mas no fim, o combinado foi de que ele tiraria as fotos na "Lagoa", mas não no "Emissário". Ok, condição aceita. Eu já havia me preparado psicologicamente para o caso de ele desistir, mas segui confiante no meu plano. 

As condições climáticas.

São Pedro fanfarrão, assim como na véspera do meu casamento, mandou uma chuvarada nos dias anteriores das fotos. Na sexta-feira estava super triste porque achei que teria que remarcar o ensaio e fiquei preocupada de não ter uma data compativel com a fotógrafa. No sábado o tempo amanheceu muito esquisito, achei que não ia dar mesmo. Até já estava conversando com a Loraine, verificando disponibilidade de outras datas. Fiquei tristona. Apelei para a poderosa Santa Clara, fiz minha simpatia do sal e saí para arrumar o cabelo, porque graças a Deus, sou brasileira e não desisto nunca. O tempo começou a melhorar do nada e minha esperança começou a aumentar. Por volta das duas e meia da tarde o tempo estava lindo e confirmamos o ensaio para as quatro e meia daquele dia. Santa Clara clareou!

As locações 

Escolhi tirar as fotos na Lagoa da Saudade, porque foi a locação que utilizamos no nosso casamento e como complemento o parque do emissário submarino, que é líndissimo. Quando casamos e fotografamos lá na lagoa, não havia ninguém lá na hora das fotos, só nós e os fotógrafos. Super tranquilo. Quando chegamos na lagoa para o ensaio gestante, carregando roupas, balão e a Nala, o espaço estava lotado. A comunidade estava em peso lá: tinha churrasco, crianças, festa cigana, samba e marihuana, tudo junto e misturado. Gelei e pensei: agora não tenho mais foto nenhuma do papai...Mas apesar de falar entre dentes "eu te mato", ele tirou algumas fotinhos. Depois, partimos para o emissário e encontramos outro lugar lotado de pessoas curtinho um lindo dia. O sol estava a pino, um céu azul maravilhoso e mesmo assim, papai ainda topou algumas fotos por lá. O final do ensaio ficou por minha conta mesmo, mas conseguimos várias imagens bonitas, inclusive fotos em um lindo por de sol,  meu Felipinho e eu, recordação de um momento mágico da minha vida que eu vou guardar pra sempre.

O ensaio rendeu muito mais do que eu esperei. Tirei fotos com minha mãe, que foi minha assistente e carregadora da Nala e acessórios (tadinha!) e com a Larissa e a Cris (que bisbilhoteira apareceu  por lá, kkk). Tinha todo o direito, já que invadi o ensaio dela também. A empatia com a Loraine foi total, ela ficou comigo um tempão e me senti muito à vontade. Só tenho a agradecer ao papai Marcelo, que sei que fez uma baita sacrifício em vencer sua timidez por amor, a Loraine por ter sido tão bacana com a gente, a mamãe ajudante (minha mãe sempre me salva e embarca nas minhas loucuras) e a Santa Clara, por me proporcionar um lindo dia de sol. Ainda não tenho o resultado final do ensaio, ela me mandou só uma prévia com três fotos, mas tenho certeza que ficou tudo lindo. O principal ela captou: o amor crescendo no meu ventre e transbordando nos meus olhos. O sorriso tímido do Marcelo, mas o orgulho de ser o "responsável" por aquela barriga. Eu olho estas fotos e só vejo, amor, amor, amor. Era tudo o que eu queria.

A lagoa: nem parece que estava com super lotação

Olha este céu azul. Valeu Santinha!

Felipinho e eu: essa barriga é tão fotogênica