terça-feira, 1 de maio de 2012

As primeiras semanas: no olho do furacão

Aproveitando o tempinho que o Felipe está dormindo no peito do papai e mamãe está sem sono...

Por mais que eu estivesse preparada, a realidade da maternidade caiu sobre meus ombros rapidamente e desmanchou o romantismo que criei em minha cabeça durante os nove meses... Porque grávida, sonhamos com aquele bebê anjo, que mama e dorme e a mamãe que  sorri ou chora só de emoção...Quando o bebê nasce, descobrimos que não é o "amor romântico" que vem primeiro. O que nos faz sobreviver este momento tão atribulado é um amor visceral por aquele ser tão indefeso, é o amor de fêmea que acabou de parir. Mesmo cansada, insone, com dor, a beira da exaustão, você ainda consegue fazer um pouco mais de esforço pela sua cria. Você chora, se desespera e pensa que está no seu limite, que não vai conseguir, mas sempre consegue ir um pouquinho além. Não há como desistir ou parar.  Para uma mãe, não há alternativa. Toda mãe tem que ser forte e seguir em frente, por mais difícil que seja. É um amor que brota de dentro, instintivo, irracional e indescritível.




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